sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

FELIZ 2012


"De repente, num instante fugaz, os fogos de artifício anunciam que o ano novo está presente e o ano velho ficou para trás." (Autor desconhecido)

Será que os Maias estavam certos ao calcularem que o mundo acabaria em 21 de dezembro de 2012 ou será que certo estava o meu avô que dizia que o mundo acaba para quem morre?
Acredito mais no meu avô.

Todos temos nossas montanhas para escalar, nossos mares para mergulhar e nossos desertos para atravessar. O de nenhum é igual ao do outro, mas eles estão lá todos os dias nos esperando, nos desafiando. Ou os enfrentamos ou o mundo acaba para nós.

Que tal iniciarmos o ano de 2012 com o pensamento voltado para o que fizemos no ano que está terminando e planejar o que faremos no próximo. O professor Marins faz três perguntas interessantes:

O que nós fizemos de excelente e devemos continuar fazendo?
O que fizemos de ruim e devemos deixar de fazer?
O que não fizemos e deveríamos fazer?

Acrescento as três perguntas mais uma que costumo usar com meus filhos:
O que aprendemos?

"Nenhum ano será realmente novo se continuarmos a cometer os mesmos erros dos anos velhos."


Feliz Ano Novo para todos com muita saúde, sabedoria e felicidades.


Antonio Otavio Espindola

"O SUPREMO FICA BEM MAIS SENSATO COM UMA FACA IMAGINÁRIA NO PESCOÇO"


Jornalista Augusto Nunes,
22/12/2011 - http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/

O Supremo fica bem mais sensato com uma faca imaginária no pescoço

Às nove e meia da noite de 28 de agosto de 2007, o ministro Ricardo Lewandowski chegou ao restaurante em Brasília ansioso por comentar com alguém de confiança a sessão do Supremo Tribunal Federal que tratara da denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, sobre o escândalo do mensalão. Por ampla maioria, os juízes endossaram o parecer do relator Joaquim Barbosa e decidiram processar os 40 acusados de envolvimento na trama. Sem paciência para esperar o jantar, Lewandowski deixou a acompanhante na mesa, foi para o jardim na parte externa, sacou o celular do bolso do terno e, sem perceber que havia uma repórter da Folha por perto, ligou para um certo Marcelo. Como não parou de caminhar enquanto falava, a jornalista não ouviu tudo o que disse durante a conversa de 10 minutos. Mas qualquer das frases que anotou valia manchete.

“A tendência era amaciar para o Dirceu”, revelou de saída o ministro, que atribuiu o recuo dos colegas a pressões geradas pelo noticiário jornalístico. “A imprensa acuou o Supremo”, queixou-se. Mais algumas considerações e o melhor momento do palavrório: “Todo mundo votou com a faca no pescoço”. Todo mundo menos ele: o risco de afrontar a opinião pública não lhe reduziu a disposição de amaciar para José Dirceu, acusado de “chefe da organização criminosa”. Só Lewandowski ─ contrariando o parecer de Joaquim Barbosa, a denúncia do procurador-geral e a catarata de evidências ─ discordou do enquadramento do ex-chefe da Casa Civil por formação de quadrilha. “Não ficou suficientemente comprovada a acusação”, alegou. O mesmo pretexto animou-o a tentar resgatar também José Genoíno. Ninguém divergiu tantas vezes do voto de Joaquim Barbosa: 12. Foi até pouco, gabou-se na conversa com Marcelo: “Tenha certeza disso. Eu estava tinindo nos cascos”.

Ele está tinindo nos cascos desde 16 de março de 2006, quando chegou ao STF 26 dias antes da denúncia do procurador-geral. Primeiro ministro nomeado por Lula depois do mensalão, Lewandowski ainda não aprendera a ajeitar a toga nos ombros sem a ajuda das mãos quando virou doutor no assunto. Para tornar-se candidato a uma toga, bastou-lhe a influência da madrinha Marisa Letícia, que transmitiu ao marido os elogios que a mãe do promissor advogado vivia fazendo ao filho quando eram vizinhas em São Bernardo. Mas só conseguiu a vaga graças às opiniões sobre o mensalão, emitidas em encontros reservados com emissários do Planalto. Ele sempre soube que Lula não queria indicar um grande jurista. Queria um parceiro de confiança, que o ajudasse a manter em liberdade os bandidos de estimação.

Passados mais de quatro anos, Lewandowski é o líder da bancada governista no STF ─ e continua tinindo nos cascos, comprovou a recente entrevista publicada pela Folha. Designado revisor do voto do relator Joaquim Barbosa, aproveitou a amável troca de ideias para comunicar à nação que os mensaleiros não seriam julgados antes de 2013. “Terei que fazer um voto paralelo”, explicou com o ar blasé de quem chupa um Chicabon. “São mais de 130 volumes. São mais de 600 páginas de depoimentos. Tenho que ler volume por volume, porque não posso condenar um cidadão sem ler as provas. Quando eu receber o processo eu vou começar do zero”. Como o relatório de Joaquim Barbosa deveria ficar pronto em março ou abril, como precisaria de seis meses para cumprir a missão, só poderia cloncluir seu voto no fim de 2012. O atraso beneficiaria muitos réus com a prescrição dos crimes, concedeu, mas o que se há de fazer? As leis brasileiras são assim. E assim deve agir um magistrado judicioso.

A conversa fiada foi bruscamente interrompida por Joaquim Barbosa, que estragou o Natal de Lewandowski e piorou o Ano Novo dos mensaleiros com o presente indesejado. Nesta segunda-feira, o ministro entregou ao revisor sem pressa o relatório, concluído no fim de semana, todas as páginas do processo e um lembrete desmoralizante: “Os autos do processo, há mais de quatro anos, estão digitalizados e disponíveis eletronicamente na base de dados do Supremo Tribunal Federal”, lembrou Barboza. Lewandowski, portanto, só vai começar do zero porque quis. De todo modo, o que disse à Folha o obriga a terminar a tarefa no primeiro semestre. Se puder, vai demorar seis meses para formalizar o que já está resolvido há seis anos: vai absolver os chefes da quadrilha por falta de provas.

As sucessivas manobras engendradas para adiar o julgamento confirmam que os pecadores não estão convencidos de que a bancada governista no STF é majoritária. Ficarão menos intranquilos se Cezar Peluso e Ayres Brito, que se aproximam da aposentadoria compulsória, forem substituídos por gente capaz de acreditar que o mensalão não existiu. Para impedir que o STF faça a opção pelo suicídio moral, o Brasil decente deve aprender a lição contida na conversa telefônica de 2007. Já que ficam mais sensatos com a faca no pescoço, os ministros do Supremo devem voltar a sentir a carótida afagada pelo fio da lâmina imaginária.



Homenagem Póstuma ao Engº. Paulo Vilela,


FALECIMENTO
Morre Engº. Paulo Vilela
Diario do Vale
Publicado em 29/12/2011, às 21h34
Volta Redonda


Um dos fundadores do PT (Partido dos Trabalhadores) em Volta Redonda, Paulo Vilela, morreu na noite de ontem (28). Ele estava internado no CTI do Hospital da Unimed desde a sexta-feira (23) da semana passada, quando teve um Acidente Vascular Cerebral.

Paulo Vilela com Solange Whehaibe

Paulo Vilela tinha 65 anos e era casado com Solange Whehaibe, dona da Livraria Veredas. Ele deixou uma filha do primeiro casamento.

O corpo dele foi velado no Cemitério Portal da Saudade até a tarde de hoje (29) quando seguiu para Barra do Piraí para ser embalsamado. Amanhã (30) a família recebe o corpo de Paulo Vilela no Cemitério do Caju para ser cremado na próxima segunda-feira (2).

De acordo com o cunhado de Paulo, João Alberto Whehaibe, ele já havia manifestado aos familiares esse desejo.

- Ele sempre foi politicamente ativo. Participou dos principais momentos políticos da nossa cidade. Integrou o Sindicado dos Engenheiros, esteve na direção da CUT (Central Única dos Trabalhadores). Essa foi uma grande perda para o PT, pois estava sempre na linha de defesa do partido. Atualmente ele fazia parte do Diretório Municipal, e mesmo quando não estava na direção nunca deixou de atuar - comentou Dejair Nogueira, atual presidente do PT em Volta Redonda.

O vereador Carlos Roberto Paiva (PT), também lamentou a morte do colega da sigla.

- Essa foi, sem dúvida, uma grande perda para Volta Redonda. Mas foi ainda maior para o partido, pois era uma pessoa de experiências e palavra fortes e respeitáveis. Ele sempre manteve viva a sua ideologia desde a fundação do diretório - comentou Paiva.

Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/15,50778,Morre-Paulo-Vilela-um-dos-fundadores-do-PT-em-Volta-Redonda.html#ixzz1i27oZm1O

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Nos últimos 30 anos, 240 milhões de chineses trocaram o campo pelas cidades



                                   Prédio residencial em Xangai, na China (Reuters)

A maioria dos especialistas concorda que o sistema de 'hukou' (sistema de registro que dividia os cidadãos entre urbanos e rurais e não permitia sua saída do lugar de nascimento), que ainda perdura, deve ser abolido progressivamente, já que por causa dele os imigrantes rurais são tratados como 'cidadãos de segunda classe' nas zonas urbanas, com menos acesso à educação, saúde e moradia.

A China, um país predominantemente rural durante seus quatro milênios de história, vive um momento inédito em 2011, ano no qual pela primeira vez o volume de moradores das cidades irá superar o do campo.

De acordo com um estudo da agência estatal Academia Chinesa de Ciências divulgado nesta semana, no final deste ano, a população urbana superará a rural, algo que é visto nesse país como "um momento histórico para uma civilização tradicionalmente agrícola".

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão matematicamente, usando os números do último censo nacional, realizado em 2010, que indicou que 50,32% dos chineses moravam no campo e 49,68% nas cidades.

Mas, considerando que a urbanização do país cresce com uma média anual entre 0,8% e 1%, calcula-se que a população urbana um ano depois está entre 674 e 676 milhões, e a rural entre 671 e 672 milhões, o que revela, pela primeira vez, uma mudança na composição da sociedade desse país.

Esse é um momento simbólico no processo de urbanização que começou há um século, mas lentamente: nos anos 50 do século XX, pouco mais de 60 milhões de chineses viviam nas cidades contra cerca de 500 milhões de agricultores.

Até o Partido Comunista de Mao Tsé-tung, na ocasião, foi considerado fundamentalmente camponês, em relação às formações proletárias (urbanas) da URSS e de outros países com orientação marxista.

Mao limitou muito o êxodo rural, apesar de seus esforços para industrializar o país, que não deixaram a população rural chinesa diminuir até os anos 90, enquanto a urbana havia iniciado um ritmo acelerado de crescimento nos primeiros anos da década de 80, com a reforma e abertura de Deng Xiaoping.

Problemas sociais - A nova situação da China não é sinônimo de que o país seja 'próspero', mas é um passo desejado por Pequim, embora os especialistas reconheçam que o país enfrenta grandes desafios e que o êxodo rural é também um reflexo de problemas sociais.

A maioria dos especialistas concorda que o sistema de 'hukou' (sistema de registro que dividia os cidadãos entre urbanos e rurais e não permitia sua saída do lugar de nascimento), que ainda perdura, deve ser abolido progressivamente, já que por causa dele os imigrantes rurais são tratados como 'cidadãos de segunda classe' nas zonas urbanas, com menos acesso à educação, saúde e moradia.

Nos últimos 30 anos, cerca de 240 milhões de chineses deixaram o campo para viver nas cidades e muitos não encontraram outra opção do que trabalhar em empregos não especializados e mal remunerados, como a construção civil.

Mas esse processo também apresenta muitas oportunidades para a China, segundo os especialistas, e muitos veem o fenômeno como a salvação da economia nacional quando o mercado de exportações se 'esgotar' por causa do progressivo encarecimento da mão de obra nacional e da moeda, o iuane, além do estímulo ao consumo interno pela população urbana, para garantir o desenvolvimento do país.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O Raul

(Texto de Max Gehringer - CBN) Para refletirmos.


Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente.

Figuras sem um vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal. Figuras como o Raul.

Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade. Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio.

Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho.

Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho - com tinta nanquim.

Já o Raul nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena.

Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase.

Deu no que deu.

O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o resto de nós passou meio na carona do Pena - que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas.

No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de 'paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino'.

E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo.

Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional.

Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos.

E quem era o chefe do Pena? O Raul.

E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição? Ninguém na empresa sabia explicar direito.

O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação.

Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava.

Alguém tinha um problema? Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito.

Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa.

Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite. Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta.

E eu perguntei ao Raul qual era a função dele. Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta.

O Raul apoiava. Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer.

Foi quando, num evento em São Paulo, eu conheci o Vice-presidente de recursos humanos da empresa do Raul.

E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor inestimável:...

ELE ENTENDIA DE GENTE!

Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos.

E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima: “Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo".

Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas.

Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert e todo pintor comum, um gênio.

Essa era a principal competência dele.

'Há grandes Homens que fazem com que todos se sintam pequenos. Mas, o verdadeiro Grande Homem é aquele que faz com que todos se sintam Grandes".

O DINHEIRO DOS GENERAIS - PORQUE NÃO CRIAR UMA COMISSÃO


JORNALISTA CARLOS CHAGAS

Gostei da idéia da comissão;

Por que não criar uma COMISSÃO para apurar essa VERDADE?

OS GENERAIS PRESIDENTES

"Erros foram praticados durante o regime militar, eram tempos difíceis. Claro que no reverso da medalha foi promovida ampla modernização de nossas estruturas materiais. Fica para o historiador do futuro emitir a sentença para aqueles tempos bicudos."

Mas uma evidência salta aos olhos.

Quando Castelo Branco morreu num desastre de avião, verificaram os herdeiros que seu patrimônio limitava-se a um apartamento em Ipanema e umas poucas ações de empresas públicas e privadas.

Costa e Silva, acometido por um derrame cerebral, recebeu de favor o privilégio de permanecer até o desenlace no palácio das Laranjeiras, deixando para a viúva a pensão de marechal e um apartamento em construção, em Copacabana.

Garrastazu Médici dispunha, como herança de família, de uma fazenda de gado em Bagé, mas quando adoeceu, precisou ser tratado no Hospital da Aeronáutica, no Galeão.

Ernesto Geisel, antes de assumir a presidência da República, comprou o Sítio dos Cinamonos, em Teresópolis, que a filha vendeu para poder manter-se no apartamento de três quartos e sala, no Rio.

João Figueiredo, depois de deixar o poder, não aguentou as despesas do Sítio do Dragão, em Petrópolis,
vendendo primeiro os cavalos e depois a propriedade.

Sua viúva, recentemente falecida, deixou um apartamento em São Conrado que os filhos depois colocaram à venda, ao que parece em estado lamentável de conservação.

Não é nada, não é nada, mas os cinco generais-presidentes até podem ter cometido erros, mas não se meteram em negócios, não enriqueceram, nem receberam benesses de empreiteiras beneficiadas durante seus governos. Sequer criaram institutos destinados a preservar seus documentos ou agenciar contratos para consultorias e palestras regiamente remuneradas.

Bem diferente dos tempos atuais, não é? "

Por exemplo o Lulinha, filho do Lula, era até pouco tempo atrás funcionário do Butantã/SP, com um salário (já na peixada politica) de R$ 1200,00 e hoje é proprietário de uma fazenda em Araraquara,
adquirida por 47 milhões de reais, e detalhe, comprada a vista. Isso, sem contarmos com os 5 milhões de reais, recebidos da Telemar, para criar a Game Corps, que por estranha coincidência, recebeu após 5 meses do paizão ser eleito presidente! Que coinsa, né?

Centenas de outros politicos, também trilharam e trilham o mesmo caminho.

Se fosse aberto um processo generalizado de avaliação dos bens de todos politicos, garanto que 95% não passariam, seria comprovado destes o enriquecimento ilícito.

Como diria Boris Casoy:

"Isto é uma vergonha" e pior, ninguém faz nada".

"Não viva para que sua presença seja notada, mas para que sua ausência seja sentida"


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Mesmo aprovado no Senado, Novo Código Florestal ainda pode ser vetado por Dilma Rousseff

Publicado pelo Instituto Triângulo
http://www.triangulo.org.br/

Infelizmente, na última semana os senadores do Brasil não cumpriram o papel de defender os interesses do país e defenderam os interesses de ruralistas.Assim, no dia 6 de dezembro foi aprovado o Novo Código Florestal.No entanto, ainda nos resta uma esperança.

A presidente Dilma Rousseff afirmou durante sua campanha que não aprovaria um Código Florestal de anistiasse os desmatadores e que ainda aumentasse o desmatamento. Assim nos resta a esperança da presidente Dilma vetar o Código Florestal.

Por isso, já existe a campanha #vetadilma, que pede para nossa presidente cumprir sua palavra em detrimento dos interesses de uma minoria, que não pensa em proteger nosso meio ambiente.

As perdas com o Novo Código

Confira um dos problemas que o Novo Código Florestal pode causar neste documento feito pelo Ministério Publico de São Paulo, que realizou consultas populares e se posicionou contra a diminuição das Áreas de Proteção Permanentes.

Confira um trecho do documento do MP

A Promotora de Justiça, Cristina Godoy de Araújo Freitas, Coordenadora da Área do Meio Ambiente do CAO Cível e de Tutela Coletiva do MP-SP, que manifestou a preocupação do MP em relação às perdas ambientais decorrentes do projeto em discussão.

A participação da promotora foi registrada no parecer do senador Jorge Viana, relator da Matéria na Comissão de Meio Ambiente, que expressamente mencionou o posicionamento do MP-SP. “A Promotora enfatizou que as propostas para reduzir a proteção das Áreas de Preservação Permanente (APPs) ferem o direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, garantido pela Constituição Federal”, afirmou o senador no parecer.

Confira no mapa abaixo a diferença das áreas de topo de morro que são protegidas hoje e as que passarão a ser protegidas com a aprovação do Novo Código. As áreas protegidas estão representadas pela cor verde.

São José dos Campos: na área delimitada, as áreas de preservação de topo de morro passariam de 720 ha para 6,2 ha, aproximadamente.



Pelo Código atual



Pelo Novo código





segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Órgãos de trânsito não são mais obrigados a colocar aviso antes de radares


Correio Braziliense - Adriana Bernardes
Publicação: 25/12/2011 09:13 Atualização: 25/12/2011 09:19


Nova regra acaba com a exigência de sinalização que alerte sobre fiscalização eletrônica à frente





Evitar a multa por excesso de velocidade vai ficar mais difícil para o motorista habituado a desrespeitar a sinalização. A partir de agora, os órgãos de trânsito não precisam mais colocar placas avisando ao condutor onde existem pardais e barreiras. Para reduzir os acidentes e as mortes, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) acabou com a exigência de sinalização que estava em vigor desde 2006. Agora, valem as normas da Resolução 396, publicada no último dia 13.

Pelas novas regras, o poder público fica obrigado a sinalizar a velocidade da via e o motorista, a respeitar o limite fixado. Já nas rodovias, não é necessário nem sequer placa indicando o limite de velocidade permitido. Vale o que está no artigo 61 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB): automóveis, caminhonetes e motocicletas devem trafegar a 110km/h; ônibus e micro-ônibus, a 90km/h; demais veículos, a 80km/h; e, nas estradas de terra, 60km/h para todos.

Vitória

A medida deve gerar polêmica e suscitar os argumentos de que a indústria da multa está de volta. Mas especialistas em trânsito comemoram a decisão do Contran. “O papel da fiscalização por parte do Estado deve ser preservado. É preciso deixar o poder público exercer o seu poder de fiscalização, sem obrigá-lo a contar que o está exercendo”, defende o professor de Engenharia de Tráfego da Universidade de Brasília (UnB), Paulo César Marques da Silva.

Outro ponto positivo na nova resolução, segundo Marques, é a diferenciação entre controladores de velocidade — pardais e radares — e redutores de velocidade — barreiras eletrônicas e painéis com display. “São equipamentos com funções diferentes. Os primeiros são para obrigar o motorista a manter determinada velocidade. Os demais o obrigam, por alguma razão, a reduzir muito em determinado ponto”, explica Marques.

O desrespeito aos limites de velocidade, o uso do celular, a falta do uso do cinto de segurança e a combinação álcool e volante estão entre os principais fatores agravantes de acidentes. Além de dificultar a reação do motorista, ainda tornam os ferimentos mais graves. “O uso do álcool, as ultrapassagens indevidas e o excesso de velocidade são grandes problemas. As regras de trânsito e a sinalização das pistas não são brincadeira. Antes de tudo, foi feito um estudo de engenharia. Os acidentes muito graves e com morte normalmente são resultado de uma colisão frontal”, explicou ao Correio, na semana passada, o inspetor da superintendência da Polícia Rodoviária Federal, Fernando Cotta.

O que diz a lei

Estudo técnico

A Resolução 396, do Contran, acaba com a obrigatoriedade de avisar ao motorista onde há fiscalização eletrônica. Nos locais onde não existe sinalização regulamentando a velocidade, os limites máximos deverão ser os fixados no artigo 61 do Código de Trânsito Brasileiro. Onde houver o medidor de velocidade fixo, o uso dos equipamentos móveis e portáteis somente poderão ser usados a uma distância mínima de 500 metros em vias urbanas e trechos de vias rurais com características de via urbana e a 2km de vias rurais e vias de trânsito rápido. A instalação de medidores de velocidade deve ser precedida de estudo técnico sobre a sua necessidade. O artigo 5º da Resolução 214/2006 obrigava os órgãos de trânsito a instalar sinalização vertical, informando a existência de fiscalização ao longo da via.




Novo bloco comercial rivaliza com o Mercosul



O Estado de S.Paulo

LISANDRA PARAGUASSU / BRASÍLIA

Chile, Peru, Colômbia e México criam o Acordo do Pacífico, que tem o objetivo principal de facilitar e aumentar o comércio entre esses países

Os governos do Chile, Peru, Colômbia e México formaram um novo bloco econômico que pode, pela primeira vez, representar um concorrente latino-americano à altura para o Mercosul. Sacramentado há duas semanas, em Mérida, no México, o Acordo do Pacífico já definiu a plataforma de funcionamento, que começa com um ambicioso cronograma de liberação comercial.

Ideia do ex-presidente peruano Alan Garcia - substituído pelo esquerdista Ollanta Humala em julho -, o Acordo do Pacífico é pragmático: o que importa aos quatro países é vender mais e comprar melhor. Sem a visão social do Mercosul, que trata de integração social, educacional, cultural e o que mais se puder lembrar, o Acordo quer apenas facilitar a troca de mercadorias entre os membros e ajudar na atração de investimentos e negócios com países de fora da região.

No seu cronograma de implantação, ganhou destaque a intenção de que, em seis meses, sejam eliminadas as regras de origem entre os quatro países e até 2020 estejam encerradas todas as obrigações de alfândega. O bloco pretende, ainda, permitir a livre circulação de pessoas e capitais até junho de 2012. Sem as eternas picuinhas sul-americanas - especialmente entre Argentina e Brasil - e com países até agora totalmente dedicados ao livre comércio, o bloco já nasce com um comércio interno de US$ 6 bilhões, obtido em 2010. A expectativa de seus membros é que alcance já este ano US$ 9 bilhões.

Atenção. Ainda assim, é uma troca inferior ao que os quatro países tiveram com o Brasil em 2010, quando o movimento comercial alcançou US$ 22 bilhões. Apesar disso, diplomatas brasileiros observam com atenção a criação do Acordo do Pacífico. O Brasil mantém relações excelentes com os quatro países, mas a economia nacional pode perder com o surgimento de um bloco em que os membros têm uma vocação para a liberalização do comércio.

A expectativa é que o México, mais industrializado, aumente sua entrada na América do Sul, o que já vem ocorrendo. E, também, que, juntos, os quatro possam atrair mais investimentos estrangeiros, especialmente chineses, interessados na produção de matéria-prima na região.

A pretensão de Alan Garcia ao sugerir a formação do bloco era contrapor o peso do Brasil na América Latina. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, também deixou claro que o Acordo seria uma maneira de "contrabalançar o Brasil" e unir a região, como explicou ao jornal The New York Times em março. Mas tudo isso pode não passar de desejo. O novo bloco se iguala ao Brasil em termos de população e tamanho do PIB. Politicamente, entretanto, nenhum dos quatro países tem a representação internacional que o Brasil tem hoje.

E, mais do que isso, pode não contar mais com uma adesão entusiasmada do Peru. Com Alan Garcia na presidência, a relação Brasil-Peru tinha altos e baixos. O então presidente peruano tinha uma relação protocolar com o ex-presidente Lula. Já Ollanta Humala tem emulado Lula, desde sua "Carta aos Peruanos", durante a campanha, até a tentativa, nesses primeiros meses, de fazer um governo com políticas sociais ao estilo brasileiro.

Humala diz que irá manter os compromissos do Acordo. Politicamente, no entanto, dificilmente irá romper com o vizinho mais próximo, mais poderoso e com dinheiro para financiar os projetos que pretende iniciar.

O que não falar no currículo

26 dez, 2011
Como descrever o seu perfil profissional?
Quanto mais conciso e direto for seu currículo, melhor. Por isso, evite abusar de palavras que podem acabar não ajudando na busca por um emprego.

Nesse mês, o LinkedIn divulgou a lista com os 10 termos mais usados nos currículos de brasileiros da rede profissional.





Veja alguns termos:

Focado em resultados – É um pré-requisito para qualquer um ser empregado. Independentemente da área que você vai trabalhar, resultados sempre serão bem vindos.

Motivado – A automotivação é um diferencial, mas espera-se de um profissional que ele tenha o mínimo de vontade de trabalhar.

Novas tecnologias – É um termo muito vago. O ideal é usar o nome da tecnologia e a versão que domina. Isso para quem está buscando faz diferença.

Criativo – Você é criativo? Faça com que o seu currículo contenha informações que justifiquem esse termo na sua descrição profissional. Dependendo da área de atuação, o termo nada acrescenta e é dispensável.

Novos desafios – É um termo muito genérico e não revela um traço da personalidade dele ou uma competência profissional. Quando o currículo é bem construído, o objetivo fica bastante claro.



Fonte: Exame



sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O Natal de antigamente: velho e sempre novo

21/12/2011 - 09h52

por Leonardo Boff*




Venho de lá de trás, dos anos 40 do século passado, num tempo em que Papai Noel ainda não havia chegado de trenó. Nas nossas colônias italianas, alemãs e polonesas, desbravadoras da região de Concórdia (SC), conhecida por ser a sede da Sadia e da Seara, com seus excelentes produtos de carne, só se conhecia o Menino Jesus. Eram tempos de fé ingênua e profunda que informava todos os detalhes da vida. Para nós crianças, o Natal era culminância do ano, preparado e ansiado. Finalmente, vinha o Menino Jesus com sua mulinha (musetta em italiano) para nos trazer presentes.


A região era de pinheirais a perder de vista e era fácil encontrar um belo pinheirinho. Este era enfeitado com os materiais rudimentares daquela região ainda em construção. Utilizavam-se papel colorido, celofane e pinturas que nós mesmos fazíamos na escola. A mãe fazia pão de mel com distintas figuras, humanas e de bichinhos, que eram dependuradas nos galhos do pinheirinho. No topo havia sempre uma estrela grande revestida de papéis vermelhos.


Em baixo, ao redor do pinheirinho, montávamos o presépio, feito de recortes de papel que vinham numa revista que meu pai, mestre-escola, assinava. Aí estavam o Bom José, Maria, toda devota, os reis magos, os pastores, as ovelhinhas, o boi e o asno, alguns cachorros, os anjos cantores que dependurávamos nos galhos de baixo. E naturalmente, no centro, o Menino Jesus, que, vendo-o quase nu, imaginávamos, tiritando de frio, e nos enchíamos de compaixão.


Vivíamos o tempo glorioso do mito. O mito traduz melhor a verdade que a pura e simples descrição histórica. Como falar de um Deus que se fez criança, do mistério do ser humano, de sua salvação, do bem e do mal senão contando histórias, projetando mitos que nos revelam o sentido profundo dos eventos? Os relatos do nascimento de Jesus contidos nos evangelhos, contêm elementos históricos, mas para enfatizar seu significado religioso, vêm revestidos de linguagem mitológica e simbólica. Para nós, crianças, tudo isso eram verdades que assumíamos com entusiasmo.


Mesmo antes de se introduzir o décimo-terceiro salário, os professores ganhavam um provento extra de Natal. Meu pai gastava todo este dinheiro para comprar presentes para os 11 filhos. E eram presentes que vinham de longe e todos instrutivos: baralho com os nomes dos principais músicos, dos pintores célebres cujos nomes custávamos a pronunciar e ríamos de suas barbas ou de seu nariz ou de qualquer outra singularidade. Um presente fez fortuna: uma caixa com materiais para construir uma casa ou um castelo. Nós, os mais velhos, começamos a participar da modernidade: ganhávamos um jipe ou um carrinho que se moviam dando corda, ou uma roda que girando lançava faíscas e outros semelhantes.


Para não haver brigas de baixo de cada presente vinha o nome do filho e da filha. E depois, começavam as negociações e as trocas. A prova infalível de que o Menino Jesus de fato passou lá em casa era o desaparecimento dos feixes de grama fresca. Corríamos para verificá-lo. E de fato, a musetta havia comido tudo.


Hoje vivemos os tempos da razão e da desmitologização. Mas isso vale somente para nós adultos. As crianças, mesmo com o Papai Noel e não mais com o Menino Jesus, vivem o mundo encantando do sonho. O bom velhinho traz presentes e dá bons conselhos. Como tenho barba branca, não há criança que passe por mim que não me chame de Papai Noel. Explico-lhes que sou apenas o irmão do Papai Noel, que vem para observar se as crianças fazem tudo direitinho. Depois conto tudo ao Papai Noel para ganharem um bom presente. Mesmo assim muitos duvidam. Se aproximam, apalpam minha barba e dizem: de fato o senhor é o Papai Noel mesmo. Sou uma pessoa como qualquer outra, mas o mito me faz ser Papai Noel de verdade.


Se nós adultos, filhos da crítica e da desmitologização, não conseguimos mais nos encantar, permitamos que nossos filhos e filhas se encantem e gozem o reino mágico da fantasia. Sua existência será repleta de sentido e de alegria. O que queremos mais para o Natal senão esses dons preciosos que Jesus quis também trazer a este mundo?


* Leonardo Boff é teólogo, filósofo e escritor, autor de O Sol da Esperança: Natal, Histórias, Poesias e Símbolos, Editora Mar de Ideias, Rio de Janeiro 2007.



** Publicado originalmente no site Adital.



NATAL SUSTENTÁVEL

21/12/2011 - 09h4)min
por Neuza Árbocz, do Banco do Planeta




Estamos a um dia do Natal. A principal data ocidental ligada a dar e receber presentes. Um hábito que gera muita alegria, mas que pode deixar um rastro ambiental intenso. Será que dá para diminuí-lo? Confira abaixo algumas ideais fáceis para curtir as festas sem prejudicar muito o planeta.

• Se ainda falta encontrar alguns presentes, que tal dar experiências?


Muita gente pode ter um excesso de objetos em casa e dar um serviço pode ser uma excelente opção. Uma massagem relaxante, um tratamento em um spa, uma diária em um hotel bacana, um mapa astral com um profissional competente… Esta é uma ótima forma de poupar a fabricação e descarte de embalagens e produtos, além de distribuir renda!

• Vai mesmo comprar? Escolha produtos fabricados com critérios socioambientais firmes.


Uma boa produção valoriza a mão de obra e adota todos os cuidados ambientais necessários. Escolha produtos duráveis e reparáveis, para não virarem sucata logo. Sem elementos tóxicos e com pouca mistura de materiais, pois são mais fáceis de reciclar. Vai dar um artigo que precisa de pilha? Adicione então um kit com pilhas recarregáveis e o próprio recarregador. Assim, evita que mais pilhas sejam descartadas.

• Uma atitude criativa é fazer o presente.

Montar um álbum bem bolado com fotos de momentos queridos, utilizar algum talento que possua em artes plásticas, música, poesia… Um presente assim personalizado pode tocar fundo um coração.

• Gaste apenas na medida das suas possibilidades.

Uma economia forte e sadia é parte importante de uma sociedade sustentável.

• Cuide para que a embalagem também seja bem inteligente: útil ou de baixo impacto ambiental.

• Na hora de abrir os presentes, muita coisa pode ser separada para reciclagem.

Mesmo o isopor, que dispõe de poucas iniciativas de reutilização, pode ser encaminhado aos centros de triagem junto com os plásticos, já que se trata de uma resina plástica expandida.

• Inove na decoração.

Enfeitar árvores era uma tradição para agradecer à natureza pelos frutos, castanhas, nozes e lenha que esta nos doam. Enfeitar uma árvore sintética, com outros produtos artificiais, é uma ilusão que sai caro para o planeta. Procure sua própria forma de agradecer à natureza e enfeitar sua casa nesta data, evitando agravar a crise ambiental atual.

• Faça uma ceia sustentável, com alimentos frescos e orgânicos, evitando espécies sob risco de extinção como o bacalhau, por exemplo. Prepare o suficiente, sem desperdícios. Evite o uso de descartáveis.


Enfim, celebre com consciência e capricho, lembrando que o mais valioso são os sorrisos, abraços e o carinho entre todos.


* Publicado originalmente no site do Banco do Planeta.



Rio de Janeiro 2011: um mar de investimentos e atração de empresas

PORTAL FATOR BRASIL
http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=185854
22/12/2011 - 08:44



Além de consolidar sua base naval, que tem tradição e sustentabilidade, o Rio de Janeiro busca investimentos de quatro novas montadoras de automóveis, pólo tecnológico, siderúrgico, fornecedores para indústria petrolífera, navipeças, entre outros segmentos estratégicos para o desenvolvimento econômico e social do estado no cenário nacional.

O Rio de Janeiro fecha o ano com investimentos em torno dos US$ 20 bilhões, panorama apresentado pelo secretário Julio Bueno, que fez balanço das atividades de 2011, e traçou perspectivas de investimentos no Estado para os próximos anos, durante encontro com jornalistas no dia 21 de dezembro (quarta-feira).

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno, iniciou o encontro com a imprensa destacando que Rio de Janeiro está disputando os investimentos de quatro novas montadoras de automóveis para serem instaladas no estado, nos próximos anos.

Indústria Automobilística-O Estado do Rio de Janeiro poderá se tornar o segundo pólo mais importante do país na área automotiva. Atualmente produz 220 mil veículos e a previsão é chegar a 900 mil na década. Hoje a produção de automóveis no país é de três e meio milhões, em cinco anos poderá chegar aos cinco milhões de carros.

Para alcançar o objetivo o governo fluminense já atraiu montadoras como, Renault-Nissan, MAN [produção de veículos pesados], e Peugeot-Citröen.


“Estamos na disputa por todas as montadoras que já anunciaram vir para o Brasil, como BMW, Volkswagem e JAC Motors, e até em relação a uma quarta indústria europeia que ainda não anunciou oficialmente que vem ao Brasil”, adiantou Júlio Bueno.


As novas montadoras viriam se somar à Renault-Nissan e Peugeot-Citröen, que vão investir respectivamente US$ 1,4 bilhão e US$ 2,6 bilhões. O secretário também destacou, que ao longo de 2011, o estado conquistou investimentos importantes em áreas estratégicas como: GE Óleo & Gas (protoclo de intenção),Ternium, RHI Refratários Brasil,Pólo Tecnológico, Michelin, Gerdau,Votorantim, Procter & Gamble, Nestlé, Hyundai, MAN, Technip, NKT, Baker Hughes, FMC, Cofab/Tenaris, Schlumberger, BG Group, Siemens, Vallourec, Halliburton, EMC2, Usiminas, Rolls- Royce, entre outras.

Autopeças-"Também estamos negociando a vinda de fabricantes de autopeças para o Rio de Janeiro , serão fixadas em Resende”, complementa o secretário.


Siderurgia -Além da área automobilística, o secretário lembrou que o estado está se destacando na área siderúrgica, e deverá ser o maior produtor de aço do Brasil nos próximos anos, com a instalação de novas siderúrgicas previstas para o estado [ Wisco, por exemplo tem grandes possibilidades], e as que já estão aqui pretendem ampliar sua capacidade.

"O Brasil é o principal exportador de minério de ferro [ 35% e produz, apenas, 3% de aço], portanto, tem grande possibilidade de crescer", afirma Bueno.

Para atender a esteira siderúrgica a RHI Refratários [empresa austríaca ,detentora de 70% do mercado nacional de refratários, mineral não metálico usado pela indústria do aço e do cimento para revestir alto-fornos, aciarias, fornos elétricos e coquerias, dentre outros] está investindo para duplicar sua produção.

Industria Naval -O secretário também destacou a importância dos investimentos na indústria naval, tanto com relação aos fornecedores que estão vindo para o Estado, quanto os quatro novos estaleiros que estão sendo construídos no Rio de Janeiro: Inhaúma , Aliança , OSX , Estaleiro da Marinha e base naval em Itaguaí , consolidando a posição privilegiada do estado na indústria naval brasileira.

Júlio Bueno ainda afirmou que o Rio de Janeiro está se tornando um grande construtor de embarcações de lazer, e já tem pelo menos três empresas para se instalar no Estado., que deverá gerar 1.500 empregos cada uma destas empresas. Para isso, implementou uma política de tributação diferenciada, com a redução do ICMS de 19% para 7% em todo o estado.

Navipeças - Bueno fez questão de frisar que o governo está implantando um pólo de navipeças entre Magé e Duque de Caxias e que estará concluído em 2012. "O circulo da indústria naval tem um novo peso, trazer o setor de navipeças para o Brasil. E o Rio está se estruturando para se tornar atraente. Vamos disponibilizar uma área de 500 mil metros quadrados ou 700 mil metros quadrados", disse. Os empreendimentos contarão com incentivos tributários, doação de área, entre outros incentivos.

Portos-O secretário lembrou ainda do setor portuário: “a dragagem do Porto do Rio já foi feita, passando de cerca de 12 metros para 17 metros, um metro a mais do que o calado do Porto de Santos”. Os portos do Rio, diferentemente do país, não operam em plena capacidade, portanto, tem condições enormes de crescimento. O porto do Rio será a segunda base offshore da Petrobras, e Itaguaí será à base do pré-sal", emendou.

E, entre muitas outras obras em negociação e andamento, Barra do Furado, cujo projeto é de sete anos, saiu do papel com a instalação do estaleiro BR Offshore, que é um fundo de investimento e que está aplicando cerca de R$ 500 milhões. A dragagem está prevista para durar 18 meses para estar pronta e o investimento gira em torno dos R$ 120 milhões.

“E o Rio de Janeiro tem uma extraordinária capacidade energética e com projetos para ampliar o parque”, frisou Bueno. E mais, o Rio de Janeiro é o estado com maior verticalização de produção no país”, completou.

Investimentos - Durante o evento, o secretário falou ainda sobre o comitê doador do Fundo Multilateral de Investimentos (FUMIN) do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que aprovou em dezembro a liberação de US$ 1 milhão para o aperfeiçoamento dos Arranjos Produtivos Locais (APLs) de Moda Praia, na Baixada Litorânea, e de Pedras Ornamentais, no Noroeste Fluminense. O documento levado à apreciação dos doadores foi elaborado por representantes da Secretaria de Desenvolvimento Econômico que se reuniram com integrantes do banco de fomento no último mês de setembro.

Atualmente, cerca de 600 micro e pequenas empresas formam os dois APLs que serão beneficiados com uma série de ações já a partir de 2012, dentre elas o financiamento de atividades nas áreas de inovação tecnológica, maquinário e melhoraria no processo de comercialização. O investimento será repassado pelo Sebrae/RJ, com acompanhamento e ações de governança da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

E com tantos grandes eventos e o turismo em alta no estado, o setor de serviços não pára de crescer.

E de acordo com a presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial (Codin), Maria da Conceição Ribeiro o distrito de Queimados receberá uma expansão industrial de três milhões de metros quadrados. E ainda adiantou que o distrito industrial de São João da Barra, onde está o complexo industrial do Superporto do Açu [do empresário Eike Batista], já recebeu a Hyundai e outras três empresas NKT, de tubos flexíveis, Tecnip e GE Óleo & Gas assinaram protocolos de intenção.

Petróleo, Gás e Tecnologia -Também falou da fase gestacional para criação do distrito industrial entre Cabo Frio e Arraial do Cabo [Região dos Lagos], cerca de quatro milhões de metros quadrados próximo ao Aeroporto Internacional de Cabo Frio, com foco no petróleo , gás e tecnologia. Este mesmo aeroporto já serve hoje como base para a indústria petrolífera de Macaé.

Conceição ainda citou a Ilha do Bom Jesus, adjacente à Ilha do Fundão, com 130 mil metros quadrados que deverá abrigar centros de pesquisa e desenvolvimento. Para esta região já estão confirmadas as empresas L´Oréal e General Electric (GE).

Já Campo Grande [Zona Oeste do Rio] está na disputa para implantar a Foxconn, -empresa chinesa que vai fabricar iPads [tablets da da americana Apple],

Empresas Vinculadas -Durante o encontro, o secretário também abordou a atuação das empresas vinculadas à Secretaria ao longo do ano. Do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), o destaque foi para o investimento de R$ 1,6 milhão, além da ampliação dos serviços de verificação. A Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro (Investe Rio) apresentou sua carteira de operações. De janeiro ao fim de novembro, foram comprometidos quase R$ 1 bilhão em financiamentos para um total de 258 empresas.

A Junta Comercial do Rio de Janeiro (Jucerja) registrou a abertura de 68 mil novas empresas em 2011, que representa crescimento de cerca de 8% em relação a 2010. Já o Rio Poupa Tempo, programa coordenado pela Jucerja, realizou mais de 5,5 milhões de atendimentos durante esse ano em suas cinco unidades (Central, Carioca, São João de Meriti, Bangu e São Gonçalo).

Rochas Ornamentais -Bueno explicou que o Rio de Janeiro e o Espírito Santo formam a grande jazida de rochas ornamentais do Brasil. Para valorizar este setor, o Departamento de Recursos Minerais (DRM) está estudando a criação do selo de Denominação de Origem Controlada para as rochas ornamentais e de revestimento do Noroeste Fluminense.

A Companhia de Desenvolvimento Industrial (Codin) consolidou, ao longo do ano, três distritos industriais – Queimados, Cabo Frio/Arraial do Cabo e São João da Barra – que ocupam, no total, área de 1,7 milhão de metros quadrados. Outros quatro milhões de metros quadrados estão sendo negociados pela Codin para a composição do distrito industrial de Cabo Frio/Arraial do Cabo, que será o primeiro a ser constituído em duas cidades. Os distritos receberam aproximadamente US$ 360 milhões em investimentos e foram criados mais de dois mil empregos. A Codin também ficou responsável pela reorganização das rotinas de concessão de benefícios fiscais, como o caso da Lei 5.636 (conhecida como Lei Cabral).

Investe Rio – A Agência de Fomento do Rio de Janeiro (Investe Rio), com foco nas empresas de pequeno e médio portes que não alcançaram as linhas de crédito do Banco Nacional do Desenvolvimento Nacional (BNDES), “oferecendo condições de finaciamento extremamente competitivas, com taxas de juros a partir de 2% ao ano e longos prazos para pagamento”, lembra o presidente, Maurício Chacur, que participou do encontro. [ww.investerio.com.br].







quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

PF indicia Chevron e mais 17 por vazamento de óleo na bacia de Campos

FOLHA DE SÂO PAULO
21/12/2011 - 21h26

MARCO ANTÔNIO MARTINS
DO RIO


A Polícia Federal indiciou a Chevron e a Transocean e mais 17 executivos das duas empresas pelo vazamento de óleo no campo de Frade, bacia de Campos, em novembro.

Entre os indiciados está o presidente da Chevron no Brasil, George Buck.

Em seu relatório, encaminhado ao Ministério Público Federal, o delegado Fábio Scliar, da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Delemaph), da PF, no Rio, afirma que as empresas usaram "práticas temerárias" e causaram danos ambientais, além de sonegar informações aos investigadores e entregar documentos falsos à polícia.

"Tenho total convicção de que a política institucional da empresa é temerária e leviana na perfuração de poços de petróleo no Brasil. Por isso, a responsabilização dos executivos", disse Scliar à Folha.

A Chevron disse que a decisão "não tem mérito". A Transocean informou que vai avaliar o relatório. A primeira tem a concessão de exploração do campo; a segunda operava a sonda que perfurava o poço que vazou.

Segundo o delegado Fabio Scliar, houve problemas na técnica utilizada na perfuração no campo de Frade. No caso que originou o vazamento, por exemplo, as empresas utilizaram, na retirada do petróleo, pressão maior do que as rochas suportavam.

O delegado informou ainda haver estudo de impacto ambiental feito pela própria Chevron em que a empresa previa que um vazamento de óleo no campo causaria danos à flora e à fauna.

"No estudo, a própria Chevron relata que um vazamento iria interferir na cadeia alimentar de peixes maiores e, consequentemente, até câncer em seres humanos."

Laudos do Ibama e do oceanógrafo David Zee, anexados ao inquérito, são usados para comprovar que o vazamento causou danos.

Segundo o relatório, até ontem teriam vazado de 2.500 a 3.000 barris de óleo cru.



OUTRO LADO

Em nota, a Chevron Brasil afirmou que a decisão da Polícia Federal de indiciar a empresa e seus empregados "não tem mérito".

Segundo a companhia, quando os fatos forem totalmente examinados, ficará claro que a petroleira respondeu de "forma apropriada e responsável" ao vazamento.

"Iremos defender vigorosamente a companhia e seus empregados", afirmou a empresa na nota.

A Transocean, por sua vez, informou estar ciente do relatório e que vai avaliá-lo.

A empresa que operava a sonda que perfurava o poço que vazou reiterou que vai seguir "cooperando com as autoridades brasileiras".



O VAZAMENTO

O acidente da Chevron ocorreu em 7 de novembro, após a empresa usar densidade de lama e pressão maiores que o adequado para tentar conter a invasão do óleo no poço. Isso provocou a ruptura de rochas e liberou o óleo para a superfície, admitiu a própria companhia na época, após ter afirmado que o problema havia ocorrido por uma falha na geologia local.
A empresa demorou a avisar a ANP (Agência Nacional do Petróleo) sobre o acidente, alertada em primeiro momento pela Petrobras, que opera uma plataforma perto de Frade.

A Chevron foi multada pelo Ibama em R$ 50 milhões.

A ANP ainda não definiu a multa que será aplicada.

No momento, a Chevron coloca o terceiro tampão de cimento para vedar o poço.







quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

7 hábitos de pessoas altamente produtivas

20/12/2011 - 22:27:58

Saber dizer não e estabelecer objetivos profissionais são algumas atitudes características
Camila Lam, de Exame


São Paulo – Ser produtivo não é estar ocupado o tempo todo. Uma pessoa altamente produtiva é aquela que consegue tomar decisões, concluir tarefas e ainda se destacar com ideias inovadoras.


Para ter sucesso na carreira é recomendável fazer uma autoavaliação sobre o rendimento no trabalho. Se antes ser uma pessoa produtiva era associado a produção em massa, hoje espera-se de um profissional produtivo ser capaz de fazer as escolhas certas.


Confira nas páginas seguintes sete hábitos que merecem ser adotados:

1 - Estabelecer critérios e saber dizer não



Para o diretor de conteúdo e facilitação da FranklinCovey Brasil, Luciano Meira, não é humanamente possível atender a todas as demandas que surgem ao longo do dia ou da semana. “É preciso dizer não para algumas coisas e dizer sim para outras. Quando você aceita fazer todas as tarefas, você gasta energia, tempo e atenção e não faz nenhuma com qualidade”, explica.

Uma pessoa altamente produtiva tem um filtro extremamente eficaz e, por isso é capaz de detectar a todo o momento quais atividades realmente merecem atenção. Nesse caso, menos é mais.

2 - Ter os objetivos profissionais e pessoais estabelecidos


Que tipo de resultado faz sentido para você? Ao estabelecer qual o resultado você quer atingir no seu papel profissional ou mesmo na família, chegar ao equilíbrio pode parecer mais fácil.

“Metas levam tempo para serem cumpridas e quando você sabe exatamente onde você quer chegar fica claro como você deve agir no trabalho, em casa ou nas horas vagas”, explica Meira.


3 – Planejar diariamente o que precisa ser feito


De acordo com Meira, o planejamento semanal deve ser feito antes de a semana começar e não é recomendável economizar tempo na hora de pôr tudo no papel. Ao fim de um dia também é indicado dedicar dez minutos para anotar o que precisa ser feito no dia seguinte.

Para o especialista, a rotina de uma pessoa produtiva se conecta com as grandes metas e isso só é possível realizando pequenas tarefas.


4 – Acessar o e-mail periodicamente


Entre computadores e smartphones, fica difícil de manter a concentração no ambiente de trabalho. Mas pequenas atitudes podem economizar tempo, energia e evitar distrações. Estabeleça horários para acessar o correio eletrônico. E se for usuário do Microsoft Outlook, aprenda a utilizar suas ferramentas.

Meira diz que simples mudanças como aplicar regras, direcionar mensagens para a pasta de spam ou para que e-mails de determinada pessoa sejam marcadas como importantes podem evitar com que você acesse a caixa incessantemente.

“A tecnologia tem quer um meio de produtividade e não de distração”, resume o diretor de conteúdo da FranklinCovey Brasil.

5 – Evitar ser “multitarefa”


Ser “multitarefa” pode parecer uma vantagem, mas não é. Trabalhar em mais de uma tarefa alternadamente além de não garantir que fique pronta mais rápido, a qualidade também ficará aquém do desejável.

“Ser preciso evita um desgaste de energia e tempo”, afirma Meira.


6 – Adotar intervalos



Em vez de mandar e-mail ou telefonar, caminhe até a mesa do seu colega de trabalho se deseja falar com ele pontualmente. Saia, nem que seja por cinco minutos, do seu ambiente de trabalho em intervalos de uma hora ou uma hora e meia. Trabalhar interruptamente não é garantia de um trabalho melhor.

Caso esteja concentrado e não quer ser interrompido, tranque a porta e avise que não deseja ser incomodado.


7 – Cuidar da saúde




“Pessoas sedentárias tendem a perder muito mais energia e se sentirem muito cansadas rapidamente”, diz Meira.

Não se surpreenda se uma pessoa que é altamente produtiva no trabalho também encontra tempo para ter hobbies, como praticar esportes. Além disso, o especialista afirma que é preciso prestar atenção na alimentação e na qualidade do sono.


PRINCIPAIS ERROS COMETIDOS POR JOVENS PROFISSIONAIS

Para você, quais são os principais erros cometidos pelos jovens profissionais? Max Gehringer (Administradores.com.br)


Para você, quais são os principais erros cometidos pelos jovens profissionais?



O primeiro erro que todos cometem é desrespeitar o chefe. Nenhum funcionário tem entre suas atribuições avaliar o desempenho do chefe. São contratados por que existe um trabalho a ser feito e o chefe é responsável final por este trabalho. As pessoas são contratadas para dar suporte ao trabalho do chefe. A geração atual discute com os professores, discute com os pais, e chega ao mercado de trabalho achando que dá pra discutir com o chefe. Existe um senso de hierarquia e ordem que é um pouco difícil de ser entendido por alguns jovens. Assim, começar a trabalhar pelos 17 anos é interessante, pois nesta idade você ainda aceita ter um chefe, mesmo que não goste, e acaba incorporando, o que é mais difícil pelos 24 anos. Se relacionar bem com o chefe independentemente da sua opinião sobre ele é muito importante, pois ele recebeu da empresa um mandato temporário. Não quer dizer que ele seja melhor, mas que tem um título para exercer o trabalho. Se você não respeita a pessoa, tem que ao menos respeitar o cargo e a função que ela exerce. Na hora em que existe desrespeito ao chefe, há uma reação imediata, e sempre vai sobrar para o subordinado. Tem que saber se portar, e não tratá-lo como alguém igual ou inferior, pois neste caso, o cargo dele é superior ao seu.



http://www.administradores.com.br/

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Pensamento


"Quem é estritamente lógico e rídigo em sua maneira de pensar e julgar está apto para dormir, conviver e se relacionar com máquinas, mas não com seres humanos." (Augusto Cury, em O código da Inteligência)


"Quem é estritamente lógico e rídigo em sua maneira de pensar e julgar está apto para dormir, conviver e se relacionar com máquinas, mas não com seres humanos." (Augusto Cury, em O código da Inteligência)











terça-feira, 29 de novembro de 2011

Projeto da maior mina de diamantes do mundo em MG não tem estudo de impacto ambiental



DELFINÓPOLIS (MG) — A área do Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais, que pode se tornar a maior mina de diamante do mundo, não tem ainda, divulgados à comunidade, estudos de impacto ambiental. Como O GLOBO noticiou na última quarta-feira, o parque deverá ter sua área reduzida de 200 mil para 120 mil hectares. O restante da área será usado em atividades econômicas e até mineração.

Apesar das propostas, não há qualquer garantia de benefício para o município de Delfinópolis, a pequena cidade turística cuja principal atração são as dezenas de cachoeiras e cursos d'água que brotam em suas terras. A cerca de dois quilômetros da futura área de exploração, há a nascente do Ribeirão do Claro, que abastece a cidade e dá origem a várias cachoeiras e quedas d'águas ao longo do percurso.

A extração de diamante para exportação é um grande negócio para a mineradora. Ao contrário do petróleo, ela não gera royalties expressivos. A taxa cobrada pela exploração é a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), de apenas 0,2% sobre o faturamento líquido com a venda da pedra preciosa. São pagos ainda outros 12,7% de Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido ( CSLL), percentual inferior ao Imposto de Renda cobrado dos assalariados de renda mais alta, cuja alíquota de contribuição do IR é de 27,5%.

Antes de calcular o valor da CFEM, as empresas podem deduzir custos como despesas de transporte. Não é raro que muitas abatam uso de pás-carregadeiras e caminhões fora de estrada, além do transporte entre suas unidades de pré-processamento.

Cerca de 80% do mercado mundial de diamantes pertencem à empresa De Beers, o que torna a exportação a opção mais lógica. Além disso, se fosse vendido no mercado interno, os impostos seriam mais altos. À CFEM e à alíquota de 12,7% de IR e CSLL, seria acrescido o ICMS — 18% quando a venda é feita no próprio estado e 12% quando a venda é intererestadual.



Diamante no Brasil é riqueza pouco taxada

Para se ter uma base de comparação, o ouro, que vale menos do que o diamante, paga 1% de compensação financeira (CFEM). Na Austrália, o diamante é taxado em 7,5% na mina. Na China, em 4% do valor de venda. Na Indonésia, em 6,5% do valor de venda. Não se tem notícia de que custos operacionais na exploração da mina possam ser deduzidos durante o processo.

Um estudo feito pela Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados em 2007 expôs a situação não apenas do diamante, mas de todo o setor de mineração, que paga no máximo uma taxa de compensação financeira de 3%, caso do minério de alumínio e do potássio, por exemplo. "O Brasil arrecada valores irrisórios de compensação financeira pela exploração de recursos minerais. Atualmente, o valor arrecadado no setor mineral é inferior à trigésima parte do que decorre da exploração do petróleo", diz o estudo.

A riqueza dos minérios está no solo e pertence à União. Para extraí-la, é inevitável algum tipo de estrago. No caso da Canastra 8, em Delfinópolis, não foi feito ainda o estudo sobre o tamanho da cava a ser aberta, mas pesquisas indicam que a área onde está presente o kimberlito, rocha que contém os diamantes, é equivalente a 28 campos de futebol. Na área da Canastra 1, onde já foram feitos estudos, sabe-se que o formato da cava é o de cenoura. Ou seja, a retirada do diamante não abre uma cicatriz gigantesca na terra.

— A exportação de minérios é tratada como a de qualquer outro produto e não paga nenhum tipo de imposto de exportação. O valor que a mineradora paga é muito pouco. O Brasil precisa ser inteligente e fazer uma regulamentação — diz Hecliton Santini, presidente do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos.

Discussão para elevar tributação para 0,5%

Segundo Santini, no caso do diamante, há uma discussão em curso para aumentar a CFEM de 0,2% para 0,5%. Para o ouro, a taxa poderia subir até 3% e, no caso de outros minérios, chegaria a até 5%.

O prefeito de Delfinópolis, José Martins, trabalha com outro percentual. Segundo ele, o município ficará com 65% de uma alíquota de 3% da receita bruta com a exploração de diamante. A avaliação dele é que, se existe minério, o melhor é explorar e aumentar a receita da prefeitura.

— A partir do momento em que existe minério, que existe petróleo, que existe receita para o município é melhor para a população. Hoje ficamos submissos ao estado e ao governo federal, ficamos de pires na mão pedindo migalhas para o município, que tem obrigação de cuidar da saúde, da educação, de estrada, assistência social e até de segurança pública — afirmou.

Martins afirma que não viu estudo do impacto ambiental a ser causado pela exploração do diamante no município. Informalmente, acrescenta, os envolvidos na aprovação do projeto de redução do parque, com exclusão de duas áreas para mineração de diamante, dizem que não será necessário abrir uma grande cava, apenas um pequeno buraco na superfície. Segundo ele, a exploração poderia ser feita por baixo, abrindo um buraco subterrâneo que, depois de encerrada a mineração, seria ocupado naturalmente por água.

André Picardi, responsável pela mobilização do apoio dos prefeitos da região e de moradores à redução da área do parque, afirma que não é possível saber ainda como será.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

5 pontos para considerar antes de retornar ao antigo emprego


27/11/2011 - 20:47:42
Camila Lam, de Exame




Remuneração, oportunidade de crescimento e relacionamento com o chefe são alguns aspectos citados por especialistas


São Paulo – Você saiu da empresa e se arrependeu. Ou recebeu um convite inesperado da empresa que trabalhava para voltar. Em ambos casos, o primeiro questionamento que deve ser feito por você, segundo especialistas, é: por que resolvi sair da empresa?

“Às vezes ele não se dava bem com a gestão ou com a cultura organizacional e voltar para aquela empresa significa conviver com tudo aquilo de novo”, explica David Braga, gerente da Dasein Executive Search.



Sônia Helena Garcia, diretora executiva da Ricardo Xavier Recursos Humanos, alerta que para evitar que a decisão de voltar para a empresa seja tomada por comodismo, uma pesquisa no mercado deve ser feita.

“É preciso avaliar o que o mercado está buscando porque senão é muito fácil voltar para a zona de conforto e se cristalizar dentro da empresa”, diz.

Confira cinco questionamentos que você deve fazer antes de aceitar voltar para o antigo emprego:

1 Por que você quer voltar?
“É preciso resgatar razão que motivou a saída e porque ele escolheu ir para outro lugar. Analisar o que vale a pena ou não”, explica Márcia Almström, diretora de recursos humanos da Manpower Brasil.
“O profissional precisa saber o que ele quer hoje e onde ele pretende chegar daqui a cinco anos”, afirma Braga.

2 A empresa mudou?
Aquele gestor com quem você não se dava bem saiu?Se você sentia falta de autonomia, converse com os ex-colegas de trabalho e descubra se os aspectos que o desagradavam mudaram ou não.

3 O que te atrai na empresa?
São as pessoas ou são as oportunidades? Ou o salário? “É preciso avaliar as novas possibilidades de desenvolvimento na empresa: nível de hierarquia maior, novas responsabilidades, novos desafios ou um trabalho fora do país”, explica Sônia.

4 Qual o cargo que você irá ocupar?
Avalie se o cargo é adequado para o seu perfil e quais são as perspectivas de crescimento na empresa.

5 Qual o valor da remuneração?
Especialistas afirmam que o valor deve ser maior que o salário anterior.



Seminário de Serviços Profissionais e Capacitação de Lideres foi realizado em Taubaté neste sábado dia 26/11 com muito sucesso



Em um clima de entrosamento entre os palestrantes e o público presente, o Seminário de Serviços Profissionais e Capacitação de Líderes foi realizado na Casa da Amizade de Taubaté com a participação de 89 pessoas que puderam ouvir assuntos importantes sobre os dois temas que foram abordados pelo Gov. Augusto Antunes, Ca. Eliane Biazio, Co. Amauri Barbosa, Co. Marcos Antonio e do Instrutor Distrital Rubens Stehling. Após os temas apresentados uma mesa foi composta com os 09 governadores presentes e os participantes puderam fazer perguntas diversas e as respostas sendo revezadas entre esta banca formada em um formato Pinga Fogo.


O Governador José Maria Cruz pode assim encerrar este ciclo de seminários do primeiro semestre de sua governadoria com muito sucesso pois todos os seminários anteriores tiveram públicos recordes conforme atestado pelos presentes.

Nossos agradecimentos à Casa da Amizade de Taubaté liderada pela Ca. Ana Maria Peixoto que ficou a frente da organização do delicioso café e de todo a estrutura física do evento. Nosso reconhecimento a Ca. Denise Xavier (RC Taubaté Urupês) e Ca. Kassima Campanha (RC Campos do Jordão) que secretariaram o evento e da competente Diretora de Protocolo Ca. Angélica Carvalho (RC Taubaté Oeste).

Estamos disponibilizando as palestras do seminário nos links abaixo bem como as fotos deste brilhante encontro do Distrito 4600. Basta clicar nos links das palestras e fazer download para seu computador.

Fotos do Seminário

https://picasaweb.google.com/113400720045145799831

/SEMINARIODESERVICOSPROFISSIONAISECAPACITACAODELIDERESDISTRITO4600?authkey=Gv1sRgCP-0w6WWluSoWw

Abertura Seminário Gov. Augusto Antunes

http://dl.dropbox.com/u/50594545/ANTUNES_INTRODU%C3%87%C3%83O%20ACABADA.pptx

Palestra Ca. Eliane Biazio:

http://dl.dropbox.com/u/50594545/ELIANE_CONDUTA%20PROFISSIONAL%20%C3%89TICA.pptx

Palestra Co. Amaury Barbosa : http://dl.dropbox.com/u/50594545/AMAURY_AUMENTO%20DO%20QUADRO%20ASSOCIATIVO.pptx

Palestra Gov. Augusto Antunes :http://dl.dropbox.com/u/50594545/ANTUNES_ALAVANCA%20PARA%20UM%20CLUBE%20MAIS%20EFICAZ.pptx

Palestra Co. Marco Amaral :

http://dl.dropbox.com/u/50594545/MARCO_LIDER%20AL%C3%89M%20DO%20CLUBE.ppt

Palestra Co. Rubens Stehling :

http://dl.dropbox.com/u/50594545/RUBENS_O_QUE-O-ROTARY_ESPERA_DE_N%C3%93S.pdf

Convite da SBQEG > ASQ - Encontro Anual de Profissionais da Qualidade do Brasil


Encontro Anual de Profissionais da Qualidade do Brasil

Uma oportunidade para desenvolver networking e conhecimento

Venha participar deste evento patrocinado pela ASQ e aproveite uma oportunidade inédita de ampliar seu networking e seus conhecimentos na área de gestão corporativa. Conheça como a EMBRAER e a EATON vêm aplicando as diferentes tecnologias da qualidade em sua gestão.

Atualize-se sobre as tendências de evolução do Modelo de Excelência em Gestão® da FNQ e seu impacto na competitividade e sustentabilidade das Organizações.

Painéis:

1. Excelência em Gestão e Sustentabilidade

2. Lean e Six Sigma na Prática

24 de novembro de 2011, 14 – 18h

Hotel Intercity Nações Unidas

Rua Fernandes Moreira, 1371 – Chácara Santo Antônio – São Paulo

Inscrições gratuitas, sujeitas a confirmação. VAGAS LIMITADAS.

Manifeste agora seu interesse através de asqlmcspbrazil@gmail.com para garantir sua vaga!

Como inscrição no evento, estaremos recolhendo um brinquedo a ser doado às crianças carentes.

Diretoria ASQ LMC São Paulo

8 empresas recrutam estagiários e trainees


27/11/2011 - 20:37:14
Talita Abrantes, de Exame


Algumas inscrições terminam já no próximo dia 30; na Coca-Cola, cadastro segue até 31 de dezembro

São Paulo - Processos de seleção de trainees e estagiários entram na reta da final. Confira quais empresas ainda mantém as inscrições abertas:


Stefanini IT - trainee

Para participar do processo de seleção, é preciso ter fluência em inglês e/ou espanhol. Os selecionados terão quatro meses de treinamento no Brasil. Os nove meses seguintes serão dedicados para a atuação em alguma operação da companhia no exterior.

Inscrições: até 30 de novembro pelo e-mail traineeglobal@stefanini.com
Salário: não divulgado

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JSL – trainee

Ao todo, são 40 oportunidades para recém-formados de qualquer curso superior. A exigência é que o candidato tenha formado entre dezembro de 2007 e dezembro de 2011.
Os interessados devem ter inglês fluente, domínio de informática e disponibilidade para viagens e morar em outro estado. O programa tem duração de um ano.

Inscrições: até 30 de novembro no site da JSL
Salário: não divulgado



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SulAmérica – estágio


O Programa de Estágio da SulAmérica Seguros, Previdência e Investimentos oferece 20 oportunidades, sendo que 11 são na cidade do Rio de Janeiro e nove em São Paulo. Podem se inscrever estudantes dos cursos de Administração, Estatística, Economia, Direito, Ciências Atuariais, Ciências Contábeis, Comunicação Social, Publicidade e Propaganda, Jornalismo, Marketing, Pedagogia, Psicologia, Informática, Matemática e Engenharias.

A previsão de conclusão do curso deve ser no final de 2013 ou 2014.
Inscrições: até 30 de novembro no site da SulAmérica
Salário: não divulgado

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Senior – estágio

O Programa Jovem Talento Senior, empresa de software para gestão empresarial, tem 40 oportunidades. As oportunidades são para estudantes de curso técnico ou graduação na área de tecnologia da informação. A sede da empresa fica na cidade de Blumenau, Santa Catarina.
Inscrições: cadastro de currículo até 1º de dezembro no site da Senior
Salário: não divulgado

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Brazil Pharma - trainee

São 7 oportunidades. Para participar, é preciso ter concluído a graduação entre 2009 e final de 2011 nos cursos de administração, economia, engenharia, ciências contábeis e marketing.

Inscrições: até 3 de dezembro pelo site da Brain Inteligência em Talentos


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Gol – estágio

São 25 oportunidades para trabalhar na sede administrativa da companhia aérea em São Paulo (SP) ou em Belo Horizonte (MG). Interessados de qualquer curso de formação de nível superior podem se inscrever. A preferência é que o estudante esteja no terceiro ou quarto ano do curso.

A média de contratação de estagiários é de 50 por ano; os aprovados começam a trabalhar em março de 2012.
Inscrições: até 12 de dezembro no site da Gol ou da Dreves & Associados

Salário: não divulgado


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Coca-Cola FEMSA – estágio

Ao todo, são 30 oportunidades para estudantes do penúltimo ou último ano da graduação dos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Comunicação Social, Engenharia, Marketing, Publicidade & Propaganda e Psicologia.

O estágio começa em fevereiro de 2012.
Inscrições: até 31 de dezembro de 2011 pelo site da Coca-Cola FEMSA

Salário: não divulgado

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BG Brasil - trainee

O programa tem duração de dois anos. Por pelo menos seis meses, os trainees devem trabalhar em uma unidade da BG no exterior. São 24 opções de países.
Ao todo, são 13 oportunidades para as áreas de engenharia de petróleo e reservatório, engenharia de poços, geologia, operações, comercial e geofísica. Os candidatos devem se formar até julho de 2012 e ter inglês fluente.

Inscrições: até 31 de maio pelo site da BG
Salário: a empresa não divulga



quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Senado aprova lei antifumo para todo o país

 24/11/2011 07h48 - Atualizado em 24/11/2011 11h38

Do G1, em Brasília e em São Paulo


Fumódromo será proibido, como já ocorre no Rio, Paraná e em SP.

Não há prazo para que Poder Executivo regulamente novas regras.


Lei antifumo completa dois anos em SPPesquisa mostra queda de poluição em boates após a lei antifumoOs senadores aprovaram projeto que proíbe o fumo em locais fechados em todo o país, sejam eles públicos ou privados. A mudança na legislação foi aprovada na terça-feira (22) e ainda será enviada para sanção da presidente Dilma Rousseff.

A proposta foi incluída pelos parlamentares por meio de emenda à Medida Provisória (MP) 540/2011 apresentada pelo governo federal e que previa, entre outros temas, a utilização de recursos do FGTS em obras da Copa.

Conforme o texto do projeto de lei de conversão da MP, o Poder Executivo precisará regulamentar o artigo que trata sobre o fumo. Não há prazo para que a regulamentaçãos seja feita.


O texto altera os artigos 2 e 3 da Lei 9.294/1996. O artigo segundo previa o fumo em recinto coletivo "salvo em área destinada exclusivamente a esse fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente".

Atualmente, o fumo em locais fechados já é proibido por leis estaduais, como em Rio, São Paulo e Paraná. Com a nova legislação, passará a ser em todo território nacional.

O texto amplia ainda as restrições à propaganda do cigarro, com aumento da advertência sobre os riscos do fumo. A medida torna obrigatório o aumento de avisos sobre os malefícios do fumo, que deverão aparecer em 30% da área frontal do maço de cigarros, a partir de 1º de janeiro de 2016.

A publicidade em pontos de vendas também fica proibida "com exceção apenas da exposição dos refetidos produtos nos locais de venda".

De acordo com o ministério da Saúde, o texto também prevê aumento na carga tributária dos cigarros, além de fixar preço mínimo de venda do produto no varejo.

Fica estabelecida em 300% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o cigarro. O aumento no preço do produto está previsto para o início de 2012. Com o reajuste do imposto e o estabelecimento de um preço mínimo, o cigarro subirá cerca de 20%, em 2012, chegando a 55% em 2015.


Em São Paulo, clientes já não podem mais fumar em bares e restaurantes há dois anos (Foto: Arquivo /
Werther Santana / Agência Estado)Câmara


Na Câmara, o relator da proposta, deputado Renato Molling (PP-RS), tentou manter os fumódromos por meio de uma emenda à medida.

O texto previa, porém, que o estabelecimento indicasse que o fumo é permitido e que seja vetada a entrada de menores de 18 anos.

O Ministério da Saúde disse que não apoiava a emenda e que o governo tinha agenda contínua para restrição do fumo.

O texto acabou sendo aprovado na Câmara em 26 de outubro já sem a possibilidade dos fumódromos.



Entenda os principais pontos da lei

Fumódromos

O texto aprovado no Senado prevê proibição do fumo em recintos fechados. Antes, a lei brasileira permitia o fumo desde que houvesse fumódromo. Algumas leis estaduais já haviam proibido o fumódromo. Agora, a restrição vale para todo o território nacional.


Propaganda

A legislação brasileira já previa restrições à propaganda do cigarro, como não sugerir consumo excessivo e mostrar os malefícios do produto. Agora, a propaganda passa a ser proibida, mesmo com cartazes no local de venda, sendo permitida apenas a exposição. A tabela de preços deverá incluir preço mínimo para venda. As empresas, porém, podem manter a divulgação de suas marcas sem citar os produtos.


Alerta nos maços

Os alertas sobre os malefícios do cigarro serão ampliados. Atualmente, já há imagens na parte posterior dos maços. Agora, os fabricantes também terão que fazer advertência em 30% da parte frontal. Isso passará a ser exigido a partir de 1º de janeiro de 2016.


Impostos

O texto prevê aumento da alíquota do IPI do cigarro. Com isso, o preço mínimo do cigarro deve subir cerca de 20% em 2012, chegando a 55% em 2015.


Validade da lei

De acordo com o texto aprovado, o governo federal ainda precisará regulamentar o tema para que ele tenha validade.


Fonte: Projeto de Lei de Conversão 29/2011




Novo Presidente da CSA



Jorge Luiz, ex-estudante da UFF, aparece na foto ao lado do ex-presidente Lula, em
novembro de 2007, quando era gerente de altos-fornos e sinterização da ArcellorMittal.
Crédito da foto: jornal da ArcellorMittal Tubarão

Jorge Luiz Ribeiro de Oliveira, 46, será o novo presidente da CSA a partir de 1º de janeiro de 2012. O novo CEO (Chief Executive Office) da CSA é engenheiro metalúrgico, natural de São Fidélis e se formou em metalurgia na UFF, em Volta Redonda. Ele tem 24 anos de experiência em siderurgia, especialmente em setores como aciaria, alto-forno e laminação. Ele vai substituir a Herbert Eichelkraut. Jorge Luiz integra a equipe de gestão da ArcelorMittal, do Espírito Santo, e já está na Alemanha se familiarizando com todos os negócios da Thyssen. Ah, é o segundo que passou pela UFF de Volta Redonda, a ocupar, este ano, o cargo máximo dentro de uma empresa siderúrgica. O primeiro Jefferson de Paula, filho do ex-presidente do Voltaço, Jésus de Paula. Jefferson assumiu o comando de 21 empresas do Grupo ArcelorMittal, nas Américas em julho passado.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Investimentos em energias renováveis devem dobrar na próxima década

22/11/2011 - 05h52

por Fernanda B. Müller, do CarbonoBrasil



O valor anual da capacidade instalada de energias renováveis dobrará para US$ 395 bilhões em 2020, crescendo para US$ 460 bilhões em 2030, em comparação com US$ 195 bilhões em 2010, estima a Bloomberg New Energy Finance no Panorama Global dos Mercados de Energia Renovável.

Como resultado, em vinte anos, 15,7% da energia total gerada no mundo virá de fontes renováveis (incluindo grandes usinas hidrelétricas). No ano passado, a fatia era de 12,6%.

Geograficamente, a Europa continuará um dos maiores mercados em termos de dinheiro gasto com projetos nos próximos três anos, mas com uma fatia descendente de investimentos devido aos problemas econômicos atuais. A partir de 2015, isto deve mudar face ao compromisso do bloco com as metas de energia renovável para 2020.

Não é surpresa que a BNEF coloque a China no topo dos investimentos em 2014, com gastos estimados em mais de US$ 50 bilhões. Estados Unidos e Canadá, conjuntamente, devem alcançar os US$ 50 bilhões em investimentos em 2020.


O panorama demonstra que a América Latina, assim como outras economias em rápido crescimento, como a Índia, terá as mais altas taxas de expansão do setor renovável, com projeções entre 10% e 18% ao ano na próxima década.

Com relação às tecnologias, reduções de custos incentivarão a aplicação da energia solar, sendo a segunda que mais deve crescer (a primeira seria a energia eólica offshore), dos atuais 51 GW para 1.137 GW em 2030, exigindo capital anual, em média, de US$ 130 bilhões até 2030.

O setor eólico continuará a crescer atraindo US$ 140 bilhões em 2020, e US$ 206 bilhões anuais em 2030 (2010: US$ 82 bilhões), especialmente pela expansão dos parques eólicos offshore,tanto na Europa quanto em mercados emergentes como a América Latina, Austrália e África.

A BNEF aponta que o setor de biocombustíveis será renovado com a comercialização de tecnologias de segunda geração. Os investimentos devem aumentar de US$ 14 bilhões em 2010, para US$ 80 bilhões em 2020.

“Os grandes ganhadores nos próximos vinte anos serão os centros de energias renováveis emergentes na América Latina, Ásia, Oriente Médio e África – em 2020 os mercados fora da União Europeia, Estados Unidos, Canadá e China equivalerão a 50% dos investimentos globais anuais”, enfatizou o diretor de pesquisas em mercados de commodities da BNEF, Guy Turner.

* Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.

(CarbonoBrasil)

Mulheres na construção civil argentina

23/11/2011 - 10h28

por Marcela Valente, da IPS



Buenos Aires, Argentina, 23/11/2011 – Surgidas no calor da crise econômico-financeira, do final de 2001, as cooperativas na Argentina passaram a ser um atalho para a participação de mulheres em áreas tradicionalmente consideradas masculinas. “No começo não foi fácil para os homens aceitarem a mulher como companheira em áreas como a construção, mas, agora que as cooperativas vão nos integrando, eles estão se acostumando a nos ver”, contou Roxana Jiménez à IPS. Jiménez integra uma cooperativa de construção formada por dez homens e seis mulheres, e também preside a Federação de Cooperativas de Trabalho na província de Santiago del Estero, com mais de 800 associados.

“Agora é visto como normal, reconhecem que as mulheres aprendem rápido o ofício, não apenas o da construção, mas também de eletricidade, encanamento, colocação de azulejo e tudo o que é necessário”, afirmou Jiménez. Sua cooperativa é contratada para obras de infraestrutura nos municípios da província, além de projetos particulares. Esta modalidade de trabalho surgiu por impulso do próprio Estado em 2003, como resposta primária aos elevados níveis de pobreza, desemprego e outros graves problemas sociais que deixaram três anos de recessão e a crise de dezembro de 2001, que terminou com o governo centrista de Fernando de la Rúa na metade de seu mandato de quatro anos.

Inicialmente, o Estado propôs a formação de 50 cooperativas de 16 membros cada uma, dando aos desempregados capacitação e emprego. Como muitos dos homens que aderiam não conheciam os ofícios, foram aprendendo junto com as mulheres. O presidente da Federação de Cooperativas de Trabalho Unidas de Florencio Varela, Cristian Miño, começou como desempregado em 2003 e hoje trabalha e lidera um movimento de 600 associados, uma “empresa social”, afirma.

Miño contou à IPS que na Confederação Nacional de Cooperativas de Trabalho (CNCT), à qual pertencem três mil cooperativas e da qual também é secretário, entre 35% e 40% dos associados são mulheres e cada vez têm um papel mais destacado no movimento. De fato, as entrevistas com a IPS foram feitas durante o I Encontro Nacional de Mulheres Cooperativistas da CNCT, realizado em Buenos Aires nos dias 18 e 19 deste mês para troca de experiências. Segundo Miño, há cooperativas formadas exclusivamente por mulheres em pelo menos quatro províncias do país, mas a maioria é mista, ainda que as áreas sejam consideradas historicamente masculinas, como no caso da construção.

“No começo, os homens não as aceitavam, até que começaram a ver a força de vontade que têm e agora começam a considerá-las um eixo fundamental dentro da cooperativa”, assegurou Miño. “Com a atitude machista que muitos temos, nos parecia que elas não teriam força para fazer o que fazemos, mas com o tempo, quando vimos que carregavam sacos de 50 quilos de cimento, nos demos conta de que podem”, acrescentou. O cooperativismo promovido pelo Estado teve um impulso maior em 2009, quando o governo de Cristina Fernández lançou, por meio do Ministério de Desenvolvimento Social, o plano Argentina Trabalha, que incentivou a formação de cooperativas de 60 membros para cem mil pessoas.



As cooperativas também se dedicam às áreas têxtil, gastronômica, hortícola, produção de materiais para construção, alimentos, imprensa. A renda mínima que obtêm equivale a cerca de US$ 300 para cada associado. Também têm direito de receber auxílio de US$ 64 para cada filho menor de 18 que estuda, assistência médica e contribuição para a seguridade social para uma aposentadoria ao parar de trabalhar. Segundo estudo de 2010 do Ministério, metade dos associados é de mulheres e todos tinham dificuldades de arrumar emprego. Quase 80º% dos integrantes das cooperativas não concluíram o ensino básico obrigatório (primário e secundário) e 77% não tinham uma profissão.

Este movimento também deu oportunidades para minorias sexuais tradicionalmente marginalizadas do emprego, como os travestis e transsexuais, que estavam presentes no Encontro Nacional. Lohana Berkins, líder da Escola e Cooperativa Têxtil Nadia Echazú, é travesti e contou à IPS que elas começaram há cinco anos com uma tentativa de organização e agora são 60, e também há outras quatro cooperativas em áreas diferentes. “Temos problemas de acesso a emprego, não pelas mesmas razões daquele que fica sem trabalho e não pode voltar ao mercado, mas por uma questão de discriminação e marginalização”, ressaltou.

Formaram a cooperativa Nadia Echazú em 2006 e se aproximaram do Estado para conseguir capacitação e ferramentas de trabalho. “Não avaliamos resultados em termos econômicos, porque para nós isso não é o importante”, declarou Berkins. “O que avaliamos é o impacto que isto tem em nossa comunidade, porque os travestis não aceitam que a prostituição seja um trabalho, queremos gerar uma dialética com o Estado e a sociedade e mostrar que podemos ter um emprego”, acrescentou Berkins. Envolverde/IPS