quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Documento “vazado” destaca evidências das mudanças climáticas

Ambiente

17/12/2012 - 10h52
por Fabiano Ávila, do CarbonoBrasil



Apesar de ainda ser um trabalho em andamento, o quinto relatório do IPCC apresenta dados preocupantes e aponta que a concentração de CO2 na atmosfera é a grande responsável pelo aquecimento global.

Quando o blog Watts Up With That divulgou, sem autorização, uma cópia do próximo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, sua intenção era enfraquecer a entidade e toda a tese de que o aquecimento do planeta se deve às emissões de gases do efeito estufa resultantes das atividades humanas.

Foi um tiro no pé. Pois, apesar do autor do blog, Alec Rawls, se esforçar para destacar alguns pontos que teoricamente dariam suporte para suas próprias teorias contrárias à participação do homem nas mudanças climáticas, uma análise mais calma do relatório mostra justamente o oposto: as evidências de que o clima está se transformando são inequívocas e é extremamente provável que isso seja culpa nossa.

Segundo o documento, as temperaturas médias globais vêm subindo desde o começo do século XX e esse aquecimento foi particularmente acelerado depois dos anos 1970. Cada uma das últimas três décadas foi significantemente mais quente do que todas as outras desde 1850.

A temperatura combinada da terra e do mar teria sofrido um aumento de 0.8°C no período de 1901 a 2010 e de cerca de 0.5°C entre 1979 e 2010.

“Existem evidências consistentes de que há um aumento na rede de energia do sistema terrestre graças a um desequilíbrio. É virtualmente certo que isto é causado por atividades humanas, fundamentalmente pelo aumento das concentrações de dióxido de carbono (CO2)”, afirma o relatório.

O IPCC aponta que o CO2 é a principal causa das mudanças climáticas, muito mais relevante para o aquecimento do que outros fatores naturais. A concentração atual de CO2 na atmosfera é a maior em 800 mil anos.

O documento identifica também que houve mudanças nos eventos climáticos extremos, mas salienta que o nível de confiança sobre o que mudou varia conforme o tipo de fenômeno e com a região onde ele ocorre.

Para a questão do aumento das chuvas intensas, por exemplo, as estatísticas apontam que existe um crescimento da sua frequência desde 1950. Porém, com relação às secas, é mais difícil observar uma tendência de longo prazo, devido às inconsistências geográficas.

O relatório registra ainda que os oceanos avançaram entre 2,8mm a 3,6mm ao ano desde 1993. A subida pode ser acompanhada nos últimos dois séculos, sendo que se acelerou depois de 1900.

“Desde 1970, o aquecimento e a expansão oceânica e o degelo foram os contribuintes dominantes do aumento do nível do mar, juntos explicando 80% do avanço observado”, afirma o relatório.

A previsão é que o mar suba entre 0,29 metros e 0,82 metros até 2100.

O IPCC destaca que é grande a confiança nos modelos climáticos atuais e que eles conseguem simular com precisão os múltiplos cenários previstos. Vários aspectos climáticos, como precipitações em larga escala, comportamento do gelo do Ártico e temperaturas oceânicas, seriam bem representados nessas ferramentas.

Esse tipo de conclusão é possível graças a simulações realizadas que podem ser comparadas com dados reais. Por exemplo, cientistas conseguem realizar um experimento no qual um modelo recria a flutuação da temperatura terrestre nos últimos 50 anos e depois comparam os resultados com o que se sabe realmente aconteceu.

“O ponto mais interessante do ‘vazamento’ do relatório é a revelação do quão grande é o sentimento de negação entre os céticos climáticos. Se eles são capazes de distorcer um documento da forma que fizeram, imagine como são malucas as interpretações que fazem das evidências científicas”, afirmou à rede ABC Steven Sherwood, pesquisador da Universidade de Nova Galês do Sul e membro do IPCC.



* Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.



(CarbonoBrasil)



Energias renováveis para cidades sustentáveis

Ambiente

17/12/2012 - 10h43
por Eduardo Athayde, diretor do WWI-Worldwatch Institute no Brasil

Saiba o que Nova York, Rizhao, Tel Aviv, Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia têm em comum quando o assunto é sustentabilidade.

Imagem aérea mostra painéis solares instalados no telhado de uma casa na Alemanha. Foto: Miguel Villagran

A palavra sustentável foi usada pela primeira vez como estratégia de equilíbrio para o desenvolvimento urbano por Lester Brown, fundador do WWI-Worldwatch Institute, no início da década de oitenta, para conceituar como sociedade sustentável “aquela capaz de satisfazer as necessidades do presente sem comprometer os direitos das futuras gerações”. Hoje, a urbanização caótica causa um gigantesco ônus à qualidade de vida e à saúde humana e ao ambiente, contribuindo para a instabilidade social, ecológica e econômica, exigindo soluções sustentáveis nas cidades.

Mundialmente, a maior parte do uso da energia e das emissões de carbono provém de cidades que estão descobrindo modos mais eficientes de gestão, melhorando a qualidade de vida e impactando menos a saúde humana. Nos Estados Unidos, cidades aderiram ao Acordo de Proteção ao Clima realizado por governos municipais. Em Nova York, prefeito Bloomberg, que está cobrando de pedágio urbano, quer fazer da cidade dele a primeira “cidade sustentável do século 21″, usando a renovação do Empire State Building, um ícone da cidade, para exemplos de eficiência energética, construção verde e produção de eletricidade limpa. Em Rizhao, cidade costeira chinesa, 90% de todas as residências de mais de 3 milhões de habitantes, já usam aquecedores de água solares, e o governo local instalou painéis solares para alimentar a iluminação de rua e os semáforos.

Tel Aviv, a maior área metropolitana de Israel, toda água do banho e da descarga vai para o maior complexo de tratamento do Oriente Médio, o Shafdan, movido a energia limpa, onde o esgoto é bombeado para dentro da terra e novamente retirado, passando por tratamentos físicos, químicos e biológicos, para ser purificada e recuperada. Os relatórios do WWI, usados em todo o mundo como referência para a sustentabilidade, mostram como a eficiência energética e a economia de gases de efeito estufa a partir de tecnologias de construção: isolamento de tubos, vedação de ar, revestimentos reflexivos de telhado, pigmentos e janelas isolantes, estimando que as melhorias na eficiência da construção, com menor teor de emissões, podem levar a uma redução de 41% no uso de energia e uma redução de 70% nas emissões de gases de efeito até 2030.

No Brasil, ações urbanas começam a fazer parte das novas gestões das cidades. No Rio, o projeto “Estudantes pela Sustentabilidade”, apoiado pela Siemens, uma corporação transnacional que já descobriu que a sustentabilidade faz parte transversalmente dos seus negócios, que a América Latina é a região mais urbanizada no mundo em desenvolvimento e que atualmente 196 milhões de pessoas vivem em cidades brasileiras – um lucrativo locus para seus negócios sustentáveis – reuniu equipes de estudantes de diferentes países para desenvolver a próxima geração de líderes em sustentabilidade. São Paulo lançou a campanha “Assina Prefeito”, do Programa Cidades Sustentáveis, visando intensificar a divulgação nas redes sociais para que mais prefeitos tomem conhecimento e assinem a carta compromisso por cidades justas e sustentáveis.

Em Pernambuco, a Cidade da Copa prepara a implantação de usina de geração solar fotovoltaica conectada à rede elétrica da Companhia Pernambucana de Energia. Na Bahia, a arrojada Arena Fonte Nova que voltará a ser o prédio que mais “vibra” no estado, usando o conceito “fonte nova”, perceberá o filão dos econegócios que está entrando para lançar, por exemplo, tecidos termoelétricos capazes de produzir energia a partir do calor liberado pelo corpo humano durante jogos, caminhadas intensas ou pela prática de exercícios físicos e recarregar celulares e outros aparelhos portáteis. Realidades do dia a dia nesta década.

Um ícone esquecido do Brasil, o cartão postal mundialmente famoso e localmente mal tratado Forte de São Marcelo, na Bahia, conhecido historicamente como o umbigo da America Latina por estar na curva inferior da “barriga” do continente, atravessou os séculos incólume como capitão-mor do porto da Baia de Todos os Santos. O velho forte sente diariamente a energia maremotriz que passa por ele quatro vezes todos os dias durante os fluxos de enchente e vazante, torcendo para que descubram que tanto a energia solar que o ilumina como a energia das marés, se capturadas, podem abastecer a sua cidade. Satisfazendo as necessidades do presente sem comprometer os direitos das futuras gerações o forte aguarda, pacientemente, o despertar dos gestores para os potencial sustentável da cidades.

* Publicado originalmente no Blog do Planeta e retirado do site Mundo Sustentável.



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Satisfação das necessidades fundamentais


por Leonardo Boff*

O ser humano é, por natureza, um ser de muitas carências. Precisa de grande empenho para atendê-las e assim poder viver, não miseravelmente, mas com qualidade. Atrás de cada necessidade, se esconde um desejo e um temor: desejo de poder satisfazê-la de forma a mais satisfatória possível e o temor de não consegui-lo e aí sofrer. Quem tem, teme perder: quem não tem, desejater. Assim é a dialética da existência.



Mestres das mais diferentes tradições da humanidade e das ciências do humano convergem mais ou menos nas seguintes necessidades fundamentais:

Temos necessidades biológicas: numa palavra, precisamos comer, beber, morar, nos vestir e ter segurança. Grandeparte do tempo é empenhado em atender a tais necessidades. As grandes maiorias da humanidade as satisfazem de forma precária ou por falta de trabalho ou porque a solidariedade e a compaixão são bens escassos. A primeira petição do Pai-Nosso, é pelo pão cotidiano porque a fome não pode esperar.

Mas não pedimos a Deus que cada dia faça milagres e assim nos dispense de produzir o pão. Pedimos que os climas e a fertilidade dos solos sejam favoráveis e que haja a cooperação na produção e distribuição dos alimentos. Só então exorcizamos o medo e atendemos o nosso desejo básico.

Temos além disso, necessidade de segurança: podemos adoecer e sucumbir a riscos que nos tiram a vida. Podem provir da natureza, das tempestades, dos raios, das secas prolongadas, dos deslizamentos de terra, de todo tipo de acidentes. Podem provir, principalmente, do próprio ser humano que não só tem dentro de si o instinto de vida mas também o instinto de morte; pode perder a autocontenção e eliminar o outro. Tudo isso nos produz medo. E temos esperança de contorná-lo. O fato de termos vivido nas cavernas e depois casas mostra nossa busca de segurança.

O fato é que nunca controlamos todos os fatores. Sempre podemos ser vítimas ou inocentes ou culpadas. E é então que gritamos por Deus, não para que nos tire da beira do abismo, mas que nos dê coragem para evitá-lo e sobreviver.

Temos, em terceiro lugar, necessidade de pertença: somos seres societários. Pertencemos a uma família, a uma etnia, a um determinado lugar, a um país, ao planeta Terra. O que torna penoso o sofrimento é a solidão, o não poder contar com um ombro amigo e uma mão acolhedora. Como somos frutos do cuidado da nossas mães que nos seguraram nos braços, queremos morrer segurando a mão de alguém próximo ou de quem nos ama.

Na fundo do abismo existencial clamamos pela mãe ou por Deus. E sabemos que Ele nos atende porque é sensível a voz de seus filhos e filhas e sente o pulsar de nosso coração amedrontado. Ser reduzido à solidão é ser condenado ao inferno existencial e à ausência de qualquer comunhão. Por isso, importa garantir osentimento de pertença, caso contrário nos sentimos como cães abandonados evagantes no mundo.

Em quarto lugar, temos necessidade de autoestima. Não basta existirmos. Precisamos que nossa existência seja acolhida, que alguém por palavras e atos nos diga: “seja bem-vindo ao nosso meio, você conta para nós”. A rejeição nos faz ter, ainda vivos, a experiência de morte. Precisamos, pois, ser reconhecidos como pessoas, nas nossas diferenças e singularidades. Caso contrário, somos como uma planta sem nutrientes que vai mirrando até morrer. E como é importante quando alguém nos chama pelo nome e nos abraça. Nossa humanidade negada nos é devolvida e podemos seguir com esperança e sem medo.

Por fim, temos necessidade de autorealização. Esse é o grande anseio e desafio do ser humano: de poder realizar-se a si mesmo e de tornar-se humano. Que é o humano do ser humano? Não sabemos exatamenteporque até o inumano pertence ao humano. Somos um mistério para nós mesmos. Não é que nada sabemos do humano. Ao contrário, quanto mais sabemos, mais se alargam as dimensões daquilo que não sabemos. Temos saudades das estrelas de onde viemos.

Mas sabemos o suficiente para descobrirmo-nos seres de abertura, ao outro, ao mundo e ao Todo. Somos seres de desejo ilimitado. Por mais que busquemos o objeto que sacie nosso desejo, não o encontramos entre os seres à nossa volta. Desejamos o Ser essencial e topamos apenas com entes acidentais. Como, então, conseguiremos a nossa autorealização se nos percebemos como um projeto infinito?

É nesse afã que ganha sentido falar de Deus como o Ser essencial e o obscuro objeto de nosso desejo infinito. Só Ele preenche as características do Infinito, adequadas ao nosso projeto infinito. Autorealizar-se, portanto, implica envolver-se com Deus. Envolver-se com Deus é despertar a espiritualidade emnós, aquela capacidade de sentir uma Energia poderosa e amorosa que perpassa toda a realidade. É poder ver na onda, o mar e na gota d’água, a imensidão do Amazonas. Espiritualidade é sentir a fome e a sede de um derradeiro aconchego onde, em fim, todas nossas necessidades serão satisfeitas, onde morrem todos os temores e descansaremos.

Enquanto não elaborarmos em nós esse Centro, sentimo-nos sempre na pré-história de nós mesmos: seres inteiros mas inacabados e, no termo, frustrados.

Ao entrarmos em comunhão com o Ser essencial pela entrega silenciosa e incondicional, pela oração e pela meditação, abrimos um manancial de energias incomparável e insubstituível. O efeito é a pura alegria, a leveza da vida, a bem-aventurança possível aos caminhantes.

* Leonardo Boff é filósofo, teólogo, escritor e comissionado da Carta da Terra.

** Publicado originalmente no site Adital.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

DEZEMBRICES

Enviado pela amiga Adriene Alves, achei interessante.


11/12/2012 - 03h30


Vinha distraída, voltando do mercado, quando pisei num treco. O porteiro do prédio me fuzilou com o olhar.

Compreendi imediatamente o seu ódio. Eu tinha trucidado duas lampadazinhas do cordão de luzes natalinas que ele estava pendurando na planta --esse insuportável trabalho extra que inventaram para os porteiros desde que a China passou a iluminar nossos dezembros.

Sei bem o que é quebrar uma lampadazinha do meio dessas temerárias correntes de luz. Desde que elas invadiram nosso mercado, não há um ano que eu não passe pelo desespero de enrolá-las.

Depois de tudo pronto, uma lâmpada sempre queima no meio, interrompe a corrente e me deixa na angústia entre começar tudo de novo ou ter metade da árvore apagada.

Pedi muitos perdões ao porteiro, o coitado já tinha metade da palmeira enrolada, e saí dali temendo ter contribuído para o aumento do ódio que aquele homem vai acabar sentindo do Natal.

Suspeitei também ter cometido, de minha parte, um ato falho. Sempre adorei as luzinhas, mas hoje, quando começo a ver a cidade acender, sinto um pouco de agonia. Parece o sinal de largada para a correria. Dezembro é um mês que começa acabando, um mês em ciclone, liquidificador de todos os ingredientes do ano à espera do balanço final. É preciso entregar o que não foi entregue, fazer o que não foi feito, falar o que não foi dito. Nada pode ficar para o ano que vem.

Uma amiga me ligou: "A gente não vai se encontrar até o final do ano?!". Não nos falamos há meses, mas dezembro precisa se encarregar do nosso encontro. E dá-lhe correria pra organizar a agenda, finalizar trabalhos, comprar presentes, organizar a ceia, os e-mails, visitar a família, comprar um biquíni, fazer a mala e tudo o mais que parece que precisa ser feito.

Todo ano prometo que não vou cair na cilada, mas, quando vejo, já estou ticando uma lista de afazeres que passo a carregar no bolso.

É que, no fundo, gosto de rituais, dessa ideia conjunta de finalização e recomeço. Apesar da triste histeria dos shoppings e dos amigos secretos obrigatórios, as celebrações de final de ano ainda têm o estranho poder de renovar esperanças. Acredito em janeiro, me faz crer que farei tudo o que quero fazer. Muita coisa volta a sobrar para dezembro. Mas teimo, confio no janeiro seguinte e sigo em frente. Não tem jeito, me enroscarei de novo nas angustiantes luzinhas do Natal porque acho que elas servem mesmo é para iluminar o Ano Novo.

Chefes preferem contratar colega de bar a candidato mais preparado



Uma pesquisa constatou que a maioria dos empregadores privilegia seus sentimentos pessoais sobre a capacitação dos candidatos na hora da contratação

Infomoney

Tenho certeza de que uma vez eu consegui um emprego porque a pessoa que me entrevistou foi com a minha cara. Olhando para trás, tenho certeza de que não era a mais qualificada para trabalhar no programa de televisão em que fui contratada”. O depoimento é de Susan Adams, colaboradora do site da Forbes.

Sua experiência exemplifica o que um acadêmico da Northwestern University confirmou: os empregadores nem sempre escolhem os candidatos mais qualificados. O professor Lauren Rivera explica que os recrutadores contratam pessoas que tiveram as melhores impressões pessoais. “Eles contratam as pessoas que poderiam ser suas amigas”, resume Rivera.

Para chegar à constatação, o estudo observou contratações em bancos de investimentos classe A, escritórios de advocacias e empresas de consultoria. Rivera realizou mais de 120 entrevistas com recrutadores e empregadores durante dois anos. O resultado foi que os entrevistados, muitas vezes, privilegiam seus sentimentos pessoais para a seleção, como o entusiasmo e conforto, sobre a capacitação dos candidatos com habilidades superiores ou técnicas.

Em outras palavras, eles contrataram profissionais que poderiam ter uma relação de afeto, como a amizade. “Em muitos aspectos, eles fizeram a seleção de maneira parecida com a escolha de amigos e parceiros românticos”, explica o autor do estudo.

Entre inúmeras entrevistas reveladoras, Rivera lembra que um gerente de banco de investimentos disse que escolhia conforme a uma situação inusitada. “Um dos meus principais critérios de avaliação é o que eu chamo de ‘O teste do aeroporto’: com qual candidato eu gostaria de ficar preso em um aeroporto em Minneapolis durante uma tempestade?”.


Capacidades analisadas (além das profissionais)

Segundo o estudo, entre as empresas pesquisadas, a demanda pela adaptação cultural foi a mais valorizada nos escritórios de advocacia, onde mais de 70% dos chefes disseram que “se ajustar na empresa” era algo importante para um profissional contratado. Em bancos de investimentos e empresas de consultoria, esse fator é avaliado por 60% e 40%, respectivamente, dos recrutadores.

Rivera constatou também que os passatempos, hobbies e esportes também são itens que podem diferenciar os candidatos. Ele cita a confissão de um banqueiro sobre sua preferência em uma entrevista: “ela [profissional contratada] jogava squash. Qualquer um que jogue squash eu amo”.



segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O chimpanzé e o formigueiro


17 DEZ 2012


Os chimpanzés não são o que aparentam com aquele olhar simpático e inocente. São capazes de extrema crueldade e ataques de fúria mesmo com humanos que os adotaram, como mostram dezenas de estudos de antropólogos. Na Uganda, há dezenas de registros de bebês devorados por eles. Primeiro comem os dedos e os pés, em seguida arrancam os testículos para neutralizar qualquer contra ataque.

Nenhuma surpresa. Eles possuem 88% do código genético dos humanos e provavelmente os 12% restantes os impedem de construir armas nucleares e químicas, de exterminar populações inteiras e matar pelo ódio cego, entre outras barbaridades. Outra diferença é que eles são assim há milênios enquanto a raça humana fez um upgrade na busca pela autodestruição.

Esse instinto cruel em aceleração gera pequenos assassinatos como a corrupção, a ganância desenfreada e mesmo o olhar indiferente com a miséria e coisas comuns tipo lograr o caixa do supermercado ou dirigir carros irresponsavelmente e até mesmo fazer vista grossa para a violência dos filhos na escola.

Gastamos um Everest de papel tentando explicar porque ele fez o que fez, buscamos em vão explicações nos maus tratos na sua infância ou outro tipo de abuso e até mesmo a facilidade de obter armas, quando outro Everest bem na nossa cara grita: os pais e os pais dos pais criam Adams Lanza na mesma velocidade com que uma rainha bota ovos no formigueiro e nós gritamos que Adam é doente, quando todo o formigueiro está acometido pelo mesmo mal. Epidemia, em suma.
Adam Lanza

Nenhuma surpresa com Adam Lanza. Sim, sim, eu sei que muitos dirão que exagero e que na essência a humanidade é boa, mas é justamente o contrário. Em grau menor ou maior, somos todos Adam Lanza esperando um motivo para explodir. Sugestivamente, o nome do cara que deu início a tudo.

Fernando Albrecht
www.FernandoAlbrecht.com.br

Quem serão os profissionais mais disputados de 2013

Veja quais profissões e competências estarão em alta e o que você pode fazer para estar nessa lista


ClickCarreiraquarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Com a proximidade do final do ano, é comum despontar na mídia previsões sobre o que vai acontecer nos próximos doze meses. No mercado de trabalho não é diferente. Já se fala, por exemplo, que com a possível retomada de crescimento da economia brasileira a geração de empregos formais voltará a aquecer em 2013. Outra boa notícia - esta suportada por pesquisas e estudos que vêm sendo desenvolvidos sobre o futuro do mercado de trabalho - é que, ao longo da próxima década, também deve aumentar a demanda no país por profissionais com visão de negócios voltada para temas como inovação, qualidade de vida e sustentabilidade. Além disso, oportunidades para carreiras profissionais que inclusive ainda nem existem também devem ser criadas.

Para quem ainda está decidindo qual profissão seguir, uma boa referência é a pesquisa “Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira – 2020”, que aponta nove profissões do futuro, conforme os maiores índices de perspectivas profissionais. Realizado pela FGV-RJ a pedido da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o estudo mostra que a procura maior será por profissionais nos ramos de engenharia, compras, comercial, gestão de qualidade e tecnologia da informação (clique aqui para acessar os resultados da pesquisa).

Entre os profissionais que serão mais disputados pelo mercado de trabalho já em 2003 estão, na opinião de Leonardo de Souza, diretor da Michael Page, engenheiros civis, mecânicos e eletricistas. Ele inclui ainda nessa lista os profissionais de projetos, os que trabalham na área de Pesquisa & Desenvolvimento e aqueles com experiência na arquitetura de sistemas de e-commerce/internet. “Além das competências técnicas para cada uma dessas profissões, é cada vez mais importante que os profissionais tenham competências de liderança para a condução de equipes, visão de negócio, mobilidade para mudanças e habilidade em outros idiomas”, afirma Souza.

Mas antes de sair apostando todas suas fichas nas profissões tidas como as mais promissoras, vale seguir algumas recomendações. Andrea Huggard Caine, diretora de Certificação Profissional da ABRH-Nacional, ressalta, por exemplo, a importância de as pessoas trabalharem com algo que realmente gostem. “Isso é fundamental porque dá brilho nos olhos, aumentando a probabilidade de o profissional dar certo e, consequentemente, ser bem remunerado.” Ainda sobre a remuneração, ela observa que o salário não é a única moeda a ser considerada para a escolha entre uma ou outra profissão. “Ambiente de trabalho, aprendizado contínuo, crescimento acelerado, exposição à liderança, possibilidade de participar de projetos interessantes e trabalhar com inovação, bons benefícios e certa estabilidade também são moedas a colocar na balança.”

Sobre as competências necessárias para ser um desses profissionais do futuro, Andrea destaca que é preciso ser articulado e saber fazer conta. “Pode parecer óbvio, mas nem sempre são coisas tão fáceis, porque a forma de se expressar no trabalho é diferente do que muitas vezes fazemos na universidade.” Fora os cálculos específicos de cada área, ela sugere que os profissionais também saibam o básico de estatística e finanças. “Quem não entende estatística não consegue analisar pesquisas, métricas e informações com qualidade. E quem não entende o básico de finanças não consegue entender os fundamentos de qualquer empresa.”

Independentemente da profissão, para aumentar as chances de ser bem-sucedido, também é preciso se manter sempre bem informado e atualizado. Para isso, Andrea indica a leitura de revistas de atualidades e a conversa com pessoas que já estejam trabalhando há algum tempo em posições mais representativas. “Observe a linguagem e a forma que os outros estruturam pensamentos. E aprenda a aprender. Isso vai lhe dar autoconfiança”, finaliza.

4 Coisas para Fazer por sua Carreira Antes que o Ano Acabe

Especialistas listam quais as ações essenciais para fazer nesta reta final do ano pela sua carreira...


E, finalmente, novembro chegou ao fim. Daqui até a contagem regressiva para a meia noite do dia 31 de dezembro, aposte, vai ser um pulo. Mas o espaço diminuto de tempo não pode ser justificativa para deixar as resoluções de carreira pra depois (do ano novo, do carnaval, do próximo ano novo).


“Não é preciso esperar o ano que vem. O novo pode acontecer na hora que você definir”, diz a consultora organizacional Meiry Kamia. Confira quais são as atividades indispensáveis para fazer antes que o ano dê sua badalada final:


1) Tome as rédeas do tempo

“Quando o tempo é curto, é preciso focar nos urgentes”, afirma Meiry. Por isso, administração do tempo deve ser palavra de ordem neste período. Dica de ouro nesta contagem regressiva para o fim do ano: liste Quais são as atividades prioritárias e corra atrás delas.



2) Dê um gás

Passadas as festas de fim de ano, começa a maratona das avaliações de desempenho para muitas empresas. Por isso, a dica é focar ao máximo nos resultados neste período, de acordo com Renan De Marchi Sinachi, da Leme Consultoria. “As pessoas têm memória curta. Esta é a hora de caprichar na execução do seu trabalho”, afirma.



3) Converse com seu chefe

Aproveite este período também para conversar com seu chefe sobre os planos da empresa para o próximo ano – e, como consequência, para a sua carreira.

Coloque sua atuação em 2012 na berlinda. O primeiro passo para isso, segundo Mariella Gallo, é mapear quais os projetos você esteve envolvido, quais resultados você entregou, quais competências adquiriu e em que pontos ainda precisa melhorar. Com base nisso, “o profissional pode investigar qual o tipo de habilidade será exigida dele no próximo ano”, afirma a especialista.



4) Fique um passo à frente no seu plano de desenvolvimento

Para além da lista de desejos que teima em rodear nossa cabeça nesta época do ano, elabore um plano de ação para o desenvolvimento da sua carreira e procure estar um passo a frente das demandas.
“As pessoas fazem muita coisa para responder às demandas e nunca antecipam as tendências”, afirma Sinachi. “A escolha é sua: você pode se posicionar junto à manada ou atuar no desvio padrão”.

Em outros termos: seja proativo na hora de planejar sua carreira para 2013. Não foque apenas naquilo que a empresa precisa, mas, principalmente, nos objetivos que você quer para a sua vida profissional. “É essencial programar a nossa vida pensando no curto, médio e longo prazo”, diz Meiry.

Mas, na mesma medida, segundo o especialista da Leme Consultoria, é essencial ter planos do tamanho do seu bolso – ou do tamanho que ele pode chegar. Por isso, fazer um planejamento financeiro para 2013 também deve estar nas prioridades da sua carreira nestes últimos suspiros de 2012.



quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O PI e o PHI (fi)


Todos nós já ouvimos falar em número Pi . É o irracional mais famoso da história, com o qual se representa a razão constante entre o perímetro de qualquer circunferência e o seu diâmetro.

Equivale a: 3,141592653589793238462643383279502884197169399375... e é conhecido vulgarmente como 3,1416.

Não confundir com o número Phi que corresponde a 1,618.
O número Phi (letra grega que se pronuncia "fi") apesar de não ser tão conhecido, tem um significado muito mais interessante.
Durante anos o homem procurou a beleza perfeita, a proporção ideal.
Os gregos criaram então o retângulo de ouro. Era um retângulo, do qual extraiu-se uma proporção: o lado maior dividido pelo lado menor. E a partir dessa proporção tudo era construído. Assim eles fizeram o
Parthenon: a proporção nos retângulos que formam a face central e a lateral; a profundidade dividida pelo comprimento ou altura; tudo seguia uma proporção ideal de 1,618.

Os Egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides: cada pedra era 1,618 menor do que a pedra de baixo, ou seja, a de baixo era 1,618 maior que a de cima, que era 1,618 maior que a da 3ª fileira e assim por diante.
Durante milênios, a arquitetura clássica grega prevaleceu. O retângulo de ouro era padrão. Mas, depois de muito tempo veio a construção gótica com formas arredondadas, que não utilizavam o retângulo de ouro grego.

No ano 1200, contudo, Leonardo Fibonacci um matemático que estudava o crescimento das populações de coelhos, criou aquela que é provavelmente a mais famosa seqüência matemática, a Série Fibonacci.
A partir de 2 coelhos, Fibonacci foi contando como eles aumentavam. A partir da reprodução de várias gerações chegou a uma seqüência onde um número é igual a soma dos dois números anteriores: 1 2 3 5 8 13 21 34 55 89 ...
1+1=2
2+1=3
3+2=5
5+3=8
8+5=13
13+8=21
21+13...e assim por diante.

Aí entra a 1ª "coincidência": a proporção de crescimento média da série é... 1,618 (o número Phi). Os números variam, um pouco acima às vezes, em outras um pouco abaixo, mas a média é 1,618 - exatamente a proporção das pirâmides do Egito e do retângulo de ouro dos gregos.

Então, essa descoberta de Fibonacci abriu uma nova idéia de tal proporção, a ponto de os cientistas começaram a estudar a natureza em termos matemáticos e começaram a descobrir coisas fantásticas.

Por exemplo:
- A proporção de abelhas fêmeas em comparação com abelhas machos numa colméia é de 1,618;

- A proporção que aumenta o tamanho das espirais de um caracol é de 1,618;

- A proporção em que aumenta o diâmetro das espirais sementes de um girassol é de 1,618;

- A proporção em que se diminuem as folhas de uma árvore à medida que subimos de altura é de 1,618;

E não só na Terra se encontra tal proporção. Nas galáxias, as estrelas se distribuem em torno de um astro principal numa espiral obedecendo à proporção de 1,618.

Por isso, o número Phi ficou conhecido como


A DIVINA PROPORÇÃO

Por que os historiadores religiosos descrevem que foi a beleza perfeita que Deus teria escolhido para fazer o mundo?

Por volta de 1500, com o retorno do Renascentismo, a cultura clássica voltou à moda. Michelangelo e, principalmente Leonardo da Vinci, grandes amantes da cultura pagã, colocaram esta proporção natural em suas obras. Mas Da Vinci foi ainda mais longe: ele, como cientista, usava cadáveres para medir as proporções do corpo humano e descobriu que nenhuma outra coisa obedece tanto a DIVINA PROPORÇÃO do que o corpo humano... obra prima de Deus.

Por exemplo:

- Meça sua altura e depois divida pela altura do seu umbigo até o

chão: o resultado é 1,618.

- Meça seu braço inteiro e depois divida pelo tamanho do seu cotovelo até o dedo: o resultado é 1,618.

- Meça seus dedos, ele inteiro dividido pela distância da dobra central até a ponta ou da dobra central até a ponta dividido pela segunda dobra: o resultado é 1,618;

- Meça sua perna inteira e divida pelo tamanho do seu joelho até o chão. O resultado é 1,618;

- A altura do seu crânio dividido pelo distância da sua mandíbula até o alto da cabeça dá 1,618;

- Da sua cintura até a cabeça e depois só o tórax: o resultado é 1,618;

Considere sempre erros de medida da régua ou fita métrica, que não são instrumentos precisos de medição.
Tudo, cada osso do corpo humano, é regido pela Divina Proporção.
Coelhos, abelhas, caramujos, constelações, girassóis, árvores, arte e o homem, coisas teoricamente diferentes, são todas ligadas numa proporção em comum.

Até hoje essa é considerada a mais perfeita das proporções.

Não por acaso é usada, hoje, pelos "inteligentes" no nosso dia-a-dia:

Meça seu cartão de crédito, largura / altura, seu livro, seu jornal, uma foto revelada. Lembre-se de considerar sempre possíveis erros de medida da régua ou fita métrica.
Encontramos ainda o número Phi em famosas sinfonias como a 9ª de Beethoven, e em outras diversas obras.

Então...isso tudo seria uma mera coincidência?

A respeito desse assunto, há dois livros ótimos : ''Deus é matemático ? '' e ''A Razão Áurea'', de Mario Livio.

Autor desconhecido.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

COMUNICADO DE FALECIMENTO


COMUNICAMOS O FALECIMENTO DO ENGENHEIRO GIL PORTUGAL

NOTA DE FALECIMENTO

É com muito pesar que comunicamos o falecimento do Engenheiro Gil Portugal Filho, o corpo está sendo velado no Portal da Saudade em Volta Redonda - RJ.
O sepultamento se dará hoje  (11/12/2012) no Portal da Saudade  às 16:30hs.

11 de dezembro: Dia do Engenheiro



Números, algoritmos e expressões. Quando pensamos no engenheiro, estas são as primeiras impressões da maioria das pessoas. Por trás de toda a matemática existem as idéias, os projetos, as concepções e, principalmente, visão de mundo. Nós, engenheiros, contribuímos todos os dias para escrever a história deste país. Participamos das discussões políticas que permeiam o Brasil e o mundo. Somos participantes concretos na transformação da sociedade em busca de igualdade, fraternidade e solidariedade.

Devemos reafirmar todos os dias a função social da engenharia. Construímos prédios, estradas, automóveis. Planejamos cidades. Mas, acima de tudo, temos responsabilidade com a sociedade. Somos engenheiros que transformam a sociedade todos os dias.

Transcrito boletim FISENGE

________________________________________

Parabéns a todos os engenheiros pelo seu dia!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

COMPETÊNCIA TEM VALIDADE?

Postado por Administrador Eng. Civil Brasil em 2, jul 2012 para: Gestão de Pessoas

COMPETÊNCIA – A característica humana considerada mais relevante nas mais diversas atividades é sem dúvida nenhuma a competência. Em todo o campo da atividade humana, seja ela profissional ou pessoal, a competência tem um valor significativo, e invariavelmente observamos verdadeiras atitudes incompetentes dignas de prêmio nobel. Encontramos exemplos gritantes de incompetência tanto no serviço público como nas empresas privadas.













No dia-a-dia das empresas, seja pequena média ou grande nos deparamos com pessoas desempenhando funções de comando (supervisão, chefia, gerência, diretoria. etc.) cometendo verdadeiras atrocidades nas decisões que tomam, demonstrando total descaso com o bom senso e a boa gestão administrativa. Entretanto o assunto “competência” é dificilmente abordado, talvez por dificuldade em assumir que todos nós em determinadas situações somos realmente incompetentes. Quantas vezes você vivenciou situações com relação ao seu chefe que o fez pensar: como pode alguém tão incompetente ainda não ser demitido? Como a empresa que trabalho resolveu promover meu chefe?

A incompetência humana é um assunto muito evitado e ninguém quer encarar a realidade. Quase ninguém: O professor Laurence J. Peter, nos fins dos anos 60, publicou um satírico livro,”O Princípio de Peter” sobre a teoria na qual “numa hierarquia todo funcionário tende a crescer até o seu nível de incompetência” e que “com o tempo, toda função tende a ser ocupada por um funcionário que é incompetente para levar adiante suas responsabilidades.” Baseado nessa teoria, você dedica-se totalmente à sua carreira e consegue a tão almejada promoção e continua a fazer um bom trabalho e sucessivamente é promovido até o ponto em que seu desempenho se torna insatisfatório alcançando assim seu nível de incompetência. A partir desse ponto ou você entra na zona de (des) conforto e se acomoda ou é demitido.

Todos nós sabemos que em nossa vida profissional encontramos muita gente que se encaixa perfeitamente no “Princípio de Peter” .

Você acha que o princípio é falso ou verdadeiro?

Marco Aurelio
Recursos Humanos
Blog Engenharia Civil Brasil



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A LUZ VAI FAZER CURVA NO CÉU AGORA




Homenagem a OSCAR NIEMEYER



Frases de Oscar Niemeyer



“Sou um ser humano como outro qualquer, deixo minha pequena história, que vai desaparecer com todas as outras”.



“ A vida é um sopro”



“Projetar Brasília para os Políticos que vocês colocaram lá, foi como criar um lindo vaso de flores prá vocês usarem como penico. Hoje eu vejo , tristemente, que Brasília nunca deveria ter sido projetada em forma de avião, mas sim de Camburão”



“Se trabalhei muito foi por ter como oficio um trabalho que me atraiu e apaixonou pela vida afora e se desempenhei a contento foi porque o destino para isso contribuiu”.



“Amo a vida e a vida me ama. Somos um casalzinho insuportável”.

Monumento em Volta Redonda


“ A gente tem que sonhar senão as coisas não acontecem”



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

SISTEMA DE ILUMINAÇÃO FEITO DE PLÁSTICO PODERÁ SUBSTITUIR LÂMPADAS TRADICIONAIS

05/12/2012 - 12h46

por Redação do EcoD



David Carrol aposta na potência do produto
Um sistema de iluminação considerado mais econômico e mais eficiente, comparado com os produtos disponíveis no mercado atualmente, poderá substituir as tradicionais lâmpadas fluorescentes no futuro. A descoberta de cientistas norte-americanos, aposta em uma tecnologia chamada Field-Induced Polymer Electroluminescent (Fipel, sigla em inglês).

O produto, divulgado na revista científica Organic Electronics, é feito de plástico: utiliza três camadas de um polímero que contém um pequeno volume de nanopartículas de carbono, que facilitam a transferência das cargas e o seu contacto com o material emissor de luz.

Segundo o cientista responsável pela pelo estudo da nova tecnologia, David Carrol, o maior diferencial do produto é a flexibilidade, além da emissão superior de luminosidade. “iferentemente das lâmpadas fluorescentes, cujo espectro de luz não se assemelha ao do sol, sua invenção acomoda-se ao olho humano, evitando as dores de cabeça típicas da luz fria”, explicou à BBC.

Os cientistas acreditam que as primeiras unidades do produto serão produzidas já em 2014.

Fogão ecológico transforma a vida de índios guarani-kaiowá no Mato Grosso do Sul

Sociedade

05/12/2012 - 11h02
por Redação do EcoD

A saúde dos moradores também agradece, especialmente a das crianças. Foto: ONU/Divulgação


Para os índios guarani-kaiowá, o fogo tem um significado espiritual: é sinônimo de purificação. Em geral, ele é controlado pelas mulheres, que abraçam a responsabilidade de unir e alimentar a família. É ao redor deste fogo, agora sustentável e saudável, que dona Delma e outras mulheres indígenas de Panambizinho, a 250 km da capital Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, alimentam não apenas as necessidades físicas de suas famílias, mas também uma tradição milenar.

Ainda não havia amanhecido na aldeia e Delma Gonçalves, 41, já caminhava há duas horas até o local em que os indígenas costumam recolher lenha. O caminho de volta, no entanto, era o mais penoso: sob o sol forte, tinha de carregar nas costas um feixe de 20 quilos de madeira.

Durante anos, três vezes por semana, essa foi sua rotina matinal. “Tinha muitas dores na coluna. Eu chegava tão cansada que mal dava conta de cozinhar”, conta Delma. O fogo para fazer o almoço era feito no chão, de modo precário, com algumas latas para tapar o vento e uma resistência de geladeira improvisada como grelha.

Além de aumentar as dores na coluna, o fogo improvisado produzia muita fumaça, prejudicando a saúde dos moradores, principalmente das crianças, que sofriam com doenças respiratórias e tinham agravados casos de pneumonia, bronquite, sinusite e asma. Há alguns meses, a construção de fogões à lenha ecológicos de alta eficiência energética tem ajudado a mudar a realidade da família de Delma e de outras dezenas de famílias indígenas na aldeia de Panambizinho.

Desenvolvida por ONGs parceiras em um outro projeto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) sobre eficiência e sustentabilidade energética na Caatinga, a tecnologia social para a construção do fogão ecológico está sendo adaptada à realidade indígena do Cerrado sul-mato-grossense.


Segurança alimentar e nutricional

Ao contrário dos fogões à lenha tradicionais, que levam cimento e ferro na construção, o fogão ecológico utiliza apenas materiais de baixo custo e que podem ser encontrados na própria região como areia, argila, barro e tijolos de barro.

Esta iniciativa do Pnud faz parte de um programa conjunto com outras agências da ONU cujo objetivo é promover a segurança alimentar e nutricional de mulheres e crianças indígenas no Brasil. Ao todo, o projeto beneficia, direta e indiretamente, cerca de 53 mil indígenas no país.

A tecnologia é considerada modelo de sustentabilidade e a intenção é que ela seja usada em outros projetos semelhantes ao redor do mundo. “O intercâmbio de boas práticas é um dos principais objetivos do Programa”, destaca Carlos Castro, coordenador da unidade de meio ambiente e desenvolvimento sustentável do Pnud Brasil.

Os materiais, aliados ao desenho mais estreito da cavidade para a lenha, funcionam como isolantes térmicos naturais, ajudando a reter o calor por mais tempo. A placa de argila que fica em contato com o fogo evita o desperdício de energia, conduzindo calor de forma contínua e prolongada. Como as placas se mantêm quentes por até 5 horas, mesmo depois de extinto o fogo, é possível cozinhar alimentos mais duros sem uma supervisão constante. “Antes não comia feijão. Agora como”, lembra Delma.


Saúde agradece

A saúde dos moradores também agradece, especialmente a das crianças. Além de mais nutridas, elas apresentam menos doenças respiratórias com a eliminação da fumaça nociva dentro de casa. Com o fogão ecológico, estes gases agora são levados pelo vento através das chaminés. Para o meio ambiente, os impactos são igualmente positivos. “O uso de lenha traz outras duas vantagens: independência dos fornecedores de gás e a não produção de gás de efeito estufa”, enumera Castro.

A alta eficiência energética do fogão torna possível o uso de gravetos finos, folhas secas, sabugos de milho e cascas de árvore como combustível, que podem ser encontrados nos quintais das casas, onde estas famílias fazem os plantios agroflorestais. Um dos objetivos é que elas deixem de usar somente lenha grossa. A lenha mais fina possibilita o manejo ao redor da casa, diminuindo o impacto ambiental.

As longas jornadas de dona Delma para buscar lenha agora se limitam a visitas ao quintal, recolhendo pequenos galhos que caem das árvores. Essa redução do tempo de jornada também propicia um maior cuidado com o quintal, com os animais criados e com as plantas cultivadas nele.

“Uso o tempo pra cuidar das crianças e da casa. Posso tirar o mato, lavar roupa, varrer o terreiro. Também consigo cuidar da plantação”, comemora a kaiowá, enquanto toma seu tereré. A população indígena no Brasil soma cerca de 800 mil pessoas. Os guarani-kaiowá são a segunda maior etnia do país.




sábado, 1 de dezembro de 2012

COTAS NO SERVIÇO PÚBLICO?


Governo estuda adotar cotas para o serviço público, diz ministra

Dilma defende ações afirmativas para superar desigualdade, diz ministra.
Por: Priscilla Mendes
Do G1, em Brasília
A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, afirmou nesta quarta-feira (21) que o governo estuda adotar cotas de negros – a exemplo do que ocorre nas universidades federais – para o serviço público federal.
Segundo a ministra, a Seppir, o Ministério do Planejamento e a Advocacia-Geral da União estão à frente dos estudos sobre o assunto. A expectativa é de que até o final deste ano a proposta seja finalizada.
“Essa discussão [sobre cotas no serviço público] está em curso dentro do governo. Estamos colhendo pareceres de vários setores, do próprio Ministério do Planejamento e da Advocacia-Geral da União (AGU), para que, com esses pareceres, possamos levar uma posição governamental para a presidente, para ela poder fazer a decisão final com relação a isso”, afirmou Luiza após participar de uma cerimônia no Palácio do Planalto em alusão do Dia da Consciência Negra.
A proposta, segundo disse a ministra, está em “fase ainda muito inicial” e não foi discutida com a presidente Dilma Rousseff. Luiza lembrou, porém, que Dilma tem uma “posição inequívoca sobre a importância das ações afirmativas e mais particularmente das cotas como instrumento fundamental para se superar a desigualdade racial no Brasil”.
Nesta quarta-feira, durante cerimônia no Planalto, a presidente Dilma defendeu a adoção de políticas afirmativas, mas não citou o serviço público de forma específica.
“Não podemos nunca pensar o Brasil como nação sem pensar a contribuição dos afrodescendentes”, declarou a presidente, que anunciou a ampliação de ações do Brasil sem Miséria para comunidades quilombolas.
Nesta terça-feira (20), Dia da Consciência Negra, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro João Oreste Dalazen, assinou um ato reservando 5% das vagas de todos os contratos de prestação de serviços no tribunal para profissionais afrodescendentes.

Experiência ainda pesa mais no momento da contratação

 

Por Carolina Cortez | De São Paulo
De: Valor Econômico

Embora os cursos de graduação em gestão de recursos humanos estejam crescendo no país, o mercado ainda valoriza mais a experiência do que a formação na hora de contratar um executivo da área. De acordo com Fernando Mantovani, diretor da consultoria Robert Half, especializada no recrutamento e seleção de profissionais de média e alta gerência, as empresas procuram profissionais que acumulam anos de atuação na gestão de pessoas, independentemente da faculdade que cursaram. "O conhecimento e as habilidades para lidar com o capital humano são mais relevantes na hora de caçar talentos do ramo", diz.
Engenheiro por formação, Mantovani destaca que o mercado busca profissionais capazes de entender o negócio da companhia e a participação do RH dentro desse contexto. A tendência, portanto, é que o departamento deixe de ser meramente burocrático e passe a atuar diretamente nas estratégias de crescimento das organizações, o que demanda um perfil mais generalista do profissional que comanda essa área.
Nesse sentido, o mercado exige um misto de habilidades e técnicas que são desenvolvidas com o tempo. "Nenhuma faculdade ensina a influenciar ou desenvolver pessoas, nem a se tornar um conselheiro da gestão", ressalta Almiro dos Reis Neto, também engenheiro por formação e vice-presidente de conhecimento e aprendizagem da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH). "Um curso transmite a parte técnica, o que é imprescindível, mas saber usar esse conhecimento é algo que surge com a vivência."
Ainda assim, ambos os especialistas acreditam que é importante buscar conhecimento em gestão de RH, o que pode ser adquirido com uma pós-graduação. "Temas como liderança e desenvolvimento de talentos são muito complexos para uma sala que não possui profissionais já experientes e atuantes no mercado", ressalta Renato Guimarães Ferreira, coordenador do curso de especialização em administração para graduados (Ceag), da Fundação Getulio Vargas.
A instituição não pretende lançar um programa de graduação em gestão de RH nos próximos anos. Para atender profissionais que buscam especialização, a FGV oferece um MBA em liderança e gestão de pessoas e cursos de pós-graduação lato sensu em administração com módulos voltados à área.
Os cursos foram desenvolvidos para quem tem mais de três anos de formado. "O gestor deve ter uma visão integrada de todas as áreas funcionais para compreender a dinâmica do negócio onde atua. Por isso, a grade curricular é bem abrangente", explica Ferreira. Para ele, o fato de gestores de RH virem de diferentes áreas não é um problema. "O importante é que ele tenha habilidade para dar o suporte à gestão de equipes e não deixe de se atualizar e de se especializar", afirma.



 Leia mais em:
http://www.valor.com.br/carreira/2899762/experiencia-ainda-pesa-mais-no-momento-da-contratacao?goback=%2Egde_3897258_member_185050058#ixzz2DlRR19Ej

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Júpiter salvou a Terra do "fim do mundo" dia 10 de setembro de 2012 (segunda feira passada)


Se observações de astrônomos estiverem corretas, Júpiter sofreu um impacto de um asteroide ou cometa na segunda-feira - e isso pode ter salvado a Terra de uma colisão devastadora.

O planeta gigante colidiu com um asteroide ou cometa - cientistas afirmam que ele serve como escudo para astros menores, como a Terra

por Redação Galileu


O impacto, registrado pelo astrônomo amador George Hall // Crédito: Reprodução

Se observações de astrônomos estiverem corretas, Júpiter sofreu um impacto de um asteroide ou cometa na segunda-feira - e isso pode ter salvado a Terra de uma colisão devastadora.

Observadores relataram uma explosão de dois segundos na superfície de Júpiter no cinturão equatorial norte do planeta. Segundo cálculos, o clarão teria aproximadamente 160 km de diâmetro.

Segundo Alan Boyle, astrônomo responsável pelo site CosmicLog, é um sinal claro de que houve uma colisão de um asteroide ou cometa, atraído pela força gravitacional de Júpiter. E ele diz mais: como o gigante gasoso tem uma enorme força gravitacional, isso pode salvar de forma recorrente planetas menores do sistema solar que seriam atingidos por asteroides ou cometas (e isso inclui a Terra). Afinal, é a terceira vez desde 2009 que astrônomos amadores identificam um impacto na superfície de Júpiter.

'Suspeitamos que Júpiter aja como um escudo cósmico, que atrai corpos celestes que poderiam colidir com a Terra', escreve Boyle. De acordo com ele, há cientistas que dizem que, sem o planeta, a vida terrestre não teria chance.

http://brasil.issoebrasilia.com.br/2012/09/jupiter-salvou-terra-do-fim-do-mundo.html

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI318530-17770,00-JUPITER+PODE+TER+SALVADO+A+TERRA.html



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

OS 10 ERROS COMETIDOS PELOS LÍDERES


Falta de conhecimento, maus hábitos e muito estresse prejudicam o dia-a-dia do gestor e sua relação com as pessoas

Por George Kohlrieser
Em erro-chefe-409-x-250 / VOCE RH



Muito do que é escrito hoje sobre a liderança foca no que líderes de alto nível devem fazer, o que é certamente benéfico do ponto de vista teórico e aspiracional. Mas o que realmente preocupa os líderes no dia-a-dia são os seus próprios erros. Eles erram, mas não por serem pessoas más, mas porque, frequentemente, se atrapalham devido à falta de conhecimento, maus hábitos ou muito estresse.

Os erros mais comuns - e, não coincidentemente, os mais danosos - acontecem por causa de interações pessoais equivocadas. Seguem 10 erros que líderes cometem com as pessoas que tenho observado e que, certamente, você também:


1. Não dedicar tempo suficiente para criar laços com as pessoas. Um líder que não está humanamente interessado nas pessoas já começa com o pé errado. Um líder conceitualmente interessado nos outros, mas que não dedica tempo para criar laços com elas, tende a não ter sucesso em suas relações - seja com empregados, colegas, clientes ou acionistas. Um laço é uma profunda ligação emocional, diferente de simplesmente gostar de alguém. Na verdade, você não tem que gostar da pessoa para se relacionar com ela, mas tem de conhecê-la e entender o que a motiva. Isso leva tempo e vai além do simples trabalho diário.


2. Ser indisponível e inacessível. De fato, líderes precisam delegar tarefas. No entanto, delegar não significa se distanciar emocionalmente. Líderes que atribuem tarefas e se desligam completamente do projeto acabam abandonando sua equipe. A boa atribuição de tarefa depende de acessibilidade e conexão contínua. Você pode manter um tipo de ligação ao sinalizar que está disponível, o que não significa que atenderá imediatamente todas as solicitações. Você deve criar canais de comunicação e explicar as pessoas como usá-los.


3. Não focar no desenvolvimento de talentos. Frequentemente, os líderes focam exclusivamente na realização dos objetivos da empresa e acabam negligenciando a necessidade inerente do ser humano de aprender. As pessoas querem expandir suas habilidades e competências ao fazer seu trabalho. Entenda que a aprendizagem é fundamental para atingir resultados. Quando você prioriza o aprendizado, você se torna um grande líder, que sabe detectar e desenvolver talentos escondidos nas pessoas. Ou seja, você se transforma também em um caçador de talentos.


4. Não dar feedback sobre o desempenho. As pessoas têm alto desempenho apenas quando se deparam com sua eficácia. Líderes muitas vezes ignoram essa necessidade e assim as privam de seus futuros. Um feedback honesto pode machucar, mas os grandes líderes sabem como relevar e transformar essa dor de tal forma que as pessoas acabam agradecendo, e pedindo mais! Pessoas talentosas - aquelas que querem aprender - preferem "tomar tapas na cara com a verdade do que serem beijadas na bochecha com uma mentira". Desenvolva sua capacidade de falar a verdade doa a quem doer e, assim, possibilitará um melhor desempenho.


5. Não considerar as emoções. As emoções mais fortes estão relacionadas à perda, decepção, fracasso e separação. Na verdade, pesquisas indicam claramente que a perda, e até mesmo o medo antecipado da perda, influenciam o comportamento das pessoas muito mais do que potenciais benefícios e recompensas. Líderes que ignoram as emoções da perda e decepção cometem um erro gravíssimo, que acaba reduzindo em muito o engajamento dos funcionários. Você pode melhorar muita coisa simplesmente ao se conscientizar destas emoções e demonstrar verdadeiro interesse nas experiências pessoais do indivíduo.


6. Administrar conflitos ineficazmente. Conflitos não abordados impedem a cooperação e alinhamento em torno de objetivos comuns. A tensão, emoções negativas e a polarização se acumulam. Os conflitos tornam-se "bichos mortos debaixo da mesa": mesmo com todos agindo como se o bicho não estivesse lá, o cheiro permeia todo o ambiente. Cabe a você, como líder, colocar expor o corpo e enterrá-lo da maneira correta, resolvendo o conflito. Sua recompensa: ¬ um ambiente prazeroso e que pode desenvolver equipes melhores e mais fortes.


7. Não conduzir a mudança. Sem mudança, nossas organizações, como todos os organismos vivos, perdem vigor e, por fim, morrem. Líderes que não impulsionam a mudança colocam suas empresas em sério risco. Explique os benefícios que as mudanças trarão e saiba que as pessoas não resistem à mudança naturalmente; elas resistem ao medo do desconhecido ou à dor que a transição pode trazer. Seu papel é ser uma base segura, que transmite uma sensação de segurança, estímulo e energia. Em outras palavras, você tem de se importar o suficiente para incentivar a ousadia. Isto é fundamental.


8. Não incentivar os outros a assumirem riscos. Por natureza, o cérebro humano age na defensiva e é avesso ao risco. No entanto, com a prática, intenção e - mais importante - com modelos positivos, as pessoas podem adaptar sua mente para abraçar os riscos. Muitos líderes incentivam seus funcionários a permanecerem na área de conforto, ou, como costumo dizer, "jogar para não perder". Mas os melhores líderes criam confiança suficiente para que os outros se sintam seguros e apoiados para assumirem riscos e "jogar para ganhar". Esta é uma forma ativa e positiva de se comportar, que promove a mudança e realização.


9. Motivação mal-entendida. A maioria das pessoas é movida por "motivadores intrínsecos": desafios, aprender algo novo, fazer uma diferença importante ou desenvolver um talento. Muitos líderes não aproveitam esse sistema de orientação interna, focando em "motivadores extrínsecos" - como bônus, promoções, dinheiro e recompensas artificiais. Claro, você tem de pagar as pessoas de forma justa, porém, tenha em mente que tais motivadores externos distorcem o sistema de motivação interna. Você será um líder melhor quando inspirar as pessoas e passar a entender o que realmente desejam atingir em termos de crescimento e contribuição.


10. Administrar atividades em vez de liderar as pessoas. As pessoas odeiam quando são tratadas como peças de uma engrenagem. No entanto, o gerenciamento se baseia no controle, administração e planejamento de atividades e, portanto, de pessoas. A liderança, por outro lado, envolve inspirar, incentivar e tirar o melhor das pessoas ao criar confiança e incentivar o risco positivo. Para ser um líder e não apenas um gerente, você precisa pensar nas pessoas como pessoas. Isso leva tempo e dedicação, e nos remete aos fundamentos da criação de laços - o erro número um.



Geoarge Kohlrieser é professor de Liderança e Comportamento Organizacional do International Institute Management Development (IMD).



Juros baixos e metas de inflação

Por MARCELO MITERHOF
Em Folha de São Paulo - Mercado



Uma economia de juros baixos será auspiciosa, mas essa transição exigirá enfrentar alguns desafios

Apesar de o crescimento do PIB ter sido de apenas 0,41% no segundo trimestre, o alinhamento das principais variáveis macroeconômicas permite manter o otimismo.

As reservas internacionais de US$ 376 bilhões possibilitam atravessar a resistente crise financeira internacional sem problemas no balanço de pagamentos. No último ano, a produção local foi beneficiada por uma desvalorização cambial de mais de 25%, o que ocorreu com queda da inflação, que se estabilizou em pouco mais de 5% ao ano.

Os juros estão em seu patamar histórico mais baixo (Selic a 7,5%) e com tendência declinante. A situação fiscal continua confortável, apesar das desonerações recentes e da queda na arrecadação por conta da estagnação.

Tal cenário deverá permitir ao Brasil deixar para trás o padrão de juros altos com o qual convive desde a estabilização monetária. Uma economia de juros baixos será auspiciosa. Mas essa transição exigirá enfrentar alguns desafios.

O principal refere-se ao tripé de política macro, formado pelo câmbio flutuante, pelas metas de inflação e pelo superavit primário. Esse arranjo foi bem-sucedido em garantir que a economia brasileira fizesse uma primeira e arriscada transição após a estabilização monetária, que foi o abandono do câmbio fixo a partir de 1999.

A valorização dos principais produtos de exportação, propiciada pela emergência da China, em conjunto com as políticas sociais e de redistribuição de renda, permitiram ao Brasil experimentar a partir de 2004 a retomada do crescimento com baixa inflação.

Para tanto, foi decisiva a apreciação do real, também dada pela aquecida demanda externa. O crescimento do mercado interno, por sua vez, permitiu elevar a arrecadação. Assim, o arranjo se tornou virtuoso.

O problema ocorreu na indústria de transformação. Ela foi beneficiada pelo crescimento, mas boa parte de seus efeitos vazou para a importação de componentes, peças e partes. A valorização cambial enfraqueceu a solidariedade nas cadeias produtivas, esvaziadas na busca de reduções de custo.

A queda das taxas de juros deve mudar esse cenário. Primeiro, porque tornará as condições de financiamento privado de longo prazo em moeda local compatíveis com os retornos esperados dos investimentos produtivos. Segundo, os juros baixos devem manter um câmbio mais favorável à produção local e, terceiro, eles criarão incentivos para que as empresas brasileiras busquem o lucro através da inovação, o que fará com que o atraso tecnológico deixe de ser uma recorrente realidade. Mas esse cenário também romperá com as condições de sustentação do tripé macro.

A manutenção de altos superavit primários não é recomendável enquanto a crise internacional mantiver efeitos estagnacionistas. Isso não deve ser um problema, pois a redução dos juros faz com que a necessidade de gerar receitas para pagar os credores do governo diminua.

No entanto, até completar a convergência ao padrão internacional, o país terá que enfrentar algo que está na natureza do regime brasileiro de metas de inflação: a queda dos juros depende de um esforço fiscal contracionista, já que o regime se baseia no "gap" de capacidade produtiva implícito no cálculo do "PIB potencial".

Nesse sentido, a crise pode ser uma oportunidade, pois o prolongado choque deflacionário externo tende a facilitar a conciliação de pressões inflacionárias internas com o respeito ao regime de metas. Ainda assim, o aperfeiçoamento do regime poderá ser necessário.

As mudanças são conhecidas: por exemplo, adoção do "núcleo de inflação", de forma a tornar o regime de metas menos sensível a mudanças sazonais de preços relativos, e a adoção de períodos mais longos para a convergência à meta, que não precisa ser anual, pois os efeitos da política monetária são mais lentos.

Tal debate há muito existe na academia e deve ganhar a sociedade. Pessoalmente, acho que a perseguição de metas de inflação não precisa ser explícita, o que favoreceria a conjugação de crescimento com estabilidade.

A boa notícia é que o Banco Central há um ano enfrentou a sabedoria econômica convencional quando iniciou a redução dos juros frente à recidiva da crise internacional. Antes, foi hábil ao criar as medidas macroprudenciais como forma de mitigar as necessidades de aumento dos juros. O BC tem credibilidade para fazer a melhor transição.

MARCELO MITERHOF, 38, é economista e mestre pela Unicamp. Escreve às quintas-feiras nesta coluna.

marcelo.miterhof@gmail.com

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

SP terá monotrilho já em 2013


21/11/2011

A primeira etapa do projeto do monotrilho da extensão da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo, ligando a Vila Prudente a Cidade Tiradentes, deve ficar pronta em 2013. As obras do Expresso Tiradentes estão em andamento, com a implantação das vigas de concreto que sustentarão a via em elevado, na Zona Leste de São Paulo.

A linha do monotrilho terá 24 km de extensão, 17 estações e 54 trens. O sistema terá capacidade para transportar 48 mil passageiros por hora e por sentido, circulando com velocidade média operacional de 36 km/h e intervalo entre trens de 75 segundos. A viagem que hoje leva duas horas vai durar menos de uma.

Uma maquete em tamanho real foi exposta pela Bombardier, fabricante do monotrilho, durante a Feira Negócios nos Trilhos 2011, realizada no começo de novembro, em São Paulo, pela Revista Ferroviária.



Capixabas se preparam para receber ferrovia Vitória-Rio


29/08/2012 - A Gazeta/ES



O contrato de concessão da linha ferroviária do Rio de Janeiro - Campos -Vitória deverá estar assinado no segundo semestre de 2013, no período entre julho e setembro, de acordo com o cronograma do governo federal. A ferrovia fará a ligação do Espírito Santo com o Sudeste e as demais regiões do país.

A nova ligação, segundo o secretário estadual de Obras Públicas, Fábio Damasceno, “é de fundamental importância para a logística do Espírito Santo”. Pela ferrovia chegarão cargas de vários pontos do país para os terminais portuários instalados no Estado e também poderá ir para outras regiões as cargas desembarcadas no Espírito Santo.

Minério, produtos agrícolas (grãos principalmente), rochas ornamentais e cargas conteinerizadas deverão liderar a lista dos produtos que serão transportados pela ferrovia, explica o secretário.

Ele destaca que, além de garantir a ligação do Espírito Santo com a malha ferroviária do país, a linha férrea contribuirá para alavancar a economia dos municípios que serão cortados por ela ou terão proximidade.

Segundo Damasceno, há, dependendo do traçado, a possibilidade da construção de alguns ramais para interligar os municípios à estrada de ferro, gerando emprego e renda.

Além do transporte de cargas, o empreendimento viabilizará o transporte de passageiros de Vitória para o Rio de Janeiro e também para outros municípios da Região Sul do Estado, que será uma alternativa para quem usa o meio rodoviário.

O governo federal, lembra o secretário, está discutindo com a Vale a possibilidade de utilizar o projeto já pronto de um trecho da ferrovia. A mineradora tem aprovado e licenciado o projeto da Ferrovia Litorânea Sul, que vai de Vitória a Anchieta, até o Porto de Ubu.

De acordo com dados do Programa de Investimentos em Logística, anunciado pela presidente Dilma Rousseff, a ferrovia Espírito Santo-Rio de Janeiro está listada no grupo 2, que totaliza 7,4 mil km em extensão.

Conforme o cronograma divulgado pelo governo federal, os estudos de viabilidade deverão estar concluídos até fevereiro de 2013. As audiências públicas deverão ser realizadas ao longo de março.

Em maio do próximo ano, está prevista a publicação do edital licitatório e a concorrência deve ser acontecer em junho. A assinatura do contrato deverá ocorrer ainda em 2013, entre julho e setembro.

O programa do governo federal prevê investimentos de R$ 91 bilhões em ferrovias nos próximos 25 anos. De acordo com a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), as concessionárias do setor deverão abrir, até 2014, pelo menos mais 7.100 vagas. Depois, quando deverão começar as obras, a projeção é de que sejam oferecidas mais de 3.500 vagas por ano.







quarta-feira, 29 de agosto de 2012

SENSORES MONITORARÃO OS SINAIS VITAIS DA TERRA


por Redação do The Economist


Sensor do projeto Neon nos Estados Unidos: cerca de 15 mil serão contruídos. Foto: Reprodução/Internet


Um plano de 30 anos para estudar a ecologia terrestre a partir dos Estados Unidos está prestes a começar.

A expressão Grande Ciência evoca a imagem de foguetes espaciais, telescópios e aceleradores de partículas. Os cientistas que usam binóculos e redes de borboleta raramente têm acesso aos recursos que fluem a partir dos chamados gestos científicos grandiosos. O que é surpreendente, uma vez que o habitat estudado pelos naturalistas, a terra firme, é o ambiente atualmente ocupado pela humanidade. Agora, um grupo de ecologistas norte-americanos, liderados por David Schimel, pretende corrigir esse desequilíbrio. Eles planejam revigorar o estudo da ecologia ao atribuir a este ramo a escala e ambição das Grande Ciência. Estão prestes a criar o Neon, o National Ecological Observatory Network (Rede de Observatórios Ecológicos Nacionais).

Encontrar recursos para esse projeto ambicioso, que será baseado em Boulder, Colorado, não tem sido fácil, mas após uma década de discussões e planejamento, a Fundação Nacional para a Ciência norte-americana conseguiu convencer o Congresso a reservar US$ 434 milhões do orçamento federal (tal valor equivale ao custo de uma sonda espacial modesta) para estabelecer o programa. O orçamento operacional será de cerca de US$ 80 milhões por ano.

A equipe de Schimel está começando a instalar sensores na paisagem. Tais operações já começaram em três locais no Colorado, Flórida e Massachusetts. Ao fim da instalação, 60 lugares espalhados pelo país serão monitorados simultaneamente. Uma vez que esta rede esteja totalmente instalada, em 2016, caso tudo dê certo, 15 mil sensores coletarão mais de 500 tipos de dados, incluindo temperatura, precipitação, pressão atmosférica, velocidade e direção do vento, umidade, incidência de luz solar, nível de substâncias poluentes tais como ozônio, a quantidade de diversos nutrientes nos solos e rios, e as condições de vegetação e de vida microbial em determinadas áreas.

Esses instrumentos tomarão as mesmas medidas ao mesmo tempo e do mesmo modo em vários lugares. Ao coletar dados desta maneira padronizada, e ao fazê-lo em muitos lugares e por longos intervalos de tempo, Schimel espera alcançar a potência estatística necessária para transformar o estudo da ecologia em um empreendimento de escala industrial. A ideia é observar como ecossistemas respondem a mudanças no clima e no uso da terra e à chegada de novas espécies. Isso permitirá que a equipe desenvolva modelos capazes de prever o futuro de um ecossistema e de permitir que os formuladores de políticas públicas avaliem as consequências de diversos planos de ação.



* Publicado originalmente no jornal The Economist e retirado do site Opinião e Notícia.



7 motivos por que você ainda não é chefe


Empacado na carreira? Veja o que pode estar impedindo você de alcançar um posto de liderança (caso isso esteja em seus planos profissionais)


Talita Abrantes, de Exame

São Paulo - Os anos passam, resultados são entregues, muitos sobem e você ainda não chegou ao cargo de chefia. Se você não mira uma carreira em Y (aquela dedicada para quem tem um perfil mais técnico), provavelmente, se questiona sobre os motivos para não progredir para um cargo executivo.



O erro pode, sim, estar na empresa. Mas, em alguns casos, a culpa também é do profissional que, segundo especialistas, não sabe se posicionar. Confira os erros mais comuns que impedem que você alcance um cargo de chefia.


1. Você vive numa clausura profissional

Um dos principais erros de quem mira um cargo de chefia – mas nunca conseguiu chegar perto deste estágio na hierarquia – é se isolar do resto do mundo corporativo. Estes profissionais até podem executar suas responsabilidade com maestria, mas pecam por não ter uma visão global do negócio em que estão inseridos.

A consequência desta postura é uma “visão míope, fragmentada com relação ao próprio trabalho”, como classifica Fátima Motta, sócia da F&M Consultores. E, portanto, um olhar incoerente com a missão de um bom líder.

Dica Passo número 1 para ampliar seu olhar sobre o próprio trabalho? Saia da sua baia de vez em quando para ver como outras áreas atuam. Leia notícias sobre o setor em que está inserido, fique de olho em como a concorrência atua e como seu trabalho está relacionado com outras áreas dentro da empresas.

Esta visão do todo é essencial para dar um significado para além do seu departamento para cada mínima atividade que você exerce. Com essa concepção do todo em mãos, você estará pronto para propor soluções possíveis para seu próprio departamento, além de desempenhar seu trabalho com excelência.

“Existem profissionais que andam muito bem pelas estruturas da empresa, se dão bem em outras áreas. Essa habilidade de relacionamento é um cartão de visitas e tanto”, diz Dill Casella, autor do livro “Atitude e Altitude” (Editora Vozes).


2. Você não vai além o suficiente

Regra de ouro para ser promovido? Vá além, sempre. Apostar na ideia de “faço apenas o que mandam ou o que está na descrição do meu cargo” não é a fórmula ideal para chegar ao cargo de chefia.

“Quem é visto para cargos de liderança extrapola o seu cargo. Não é fazer mais do mesmo, é gerar resultados para além do esperado”, diz Fátima. “É ser aquela pessoa que não espera que os outros a cutuquem para fazer mais. É ser uma pessoa que oferece seu melhor sempre, que não fica com uma visão mecanicista e pequena”.

Dica A dica não é trabalhar mais e virar um workaholic. Ao contrário. Quanto mais focado em seus objetivos (e no que a empresa quer) você estiver, mais chances terá de surpreender – sem ter que sacrificar sua vida por isso.


3. Você não tem equilíbrio emocional

“As pessoas se desenvolvem muito no aspecto técnico e não tanto no comportamental. Às vezes, são brilhantes analistas, mas se esquecem da importância do aspecto comportamental”, afirma Fátima Motta, sócia da F&M Consultores.

Ataques de raiva, desestabilização emocional, não saber separar problemas pessoais da rotina profissional, entre outros sinais de que seus sentimentos e emoções não estão em ordem acabam trabalhando contra sua trajetória profissional.

Dica Além de dar o seu melhor no trabalho, invista também em atividades que garantam a sua sanidade mental. Fazer atividades artísticas, esportes ou ter um hobby é essencial para conseguir ter as emoções em ordem.


4. Você não inspira (nem se relaciona)

Nesta toada, a maneira como você lida com as pessoas ao seu redor também conta pontos para a sua ascensão ao topo da corporação. “Não é ser legal com todo mundo. É muito mais. É ser uma pessoa que transforma seus relacionamentos em algo produtivos. Que influencia os outros e é influenciada”, diz Fátima.

Dica Seja uma pessoa aberta e carismática. Realmente, se importe com os outros. Mas não só isso. Seja uma autoridade nos assuntos relacionados ao seu trabalho. “A questão é ser uma pessoa convincente não só porque sabe se comunicar bem, mas porque tem uma visão ampla do negócio”, diz Fátima.

Para explicar isso, Casella afirma que autoridade é diferente de poder. “É a maneira de levar as pessoas a fazer de boa vontade o que você quer por causa de uma influência pessoal”, diz. “Existem lideranças que não estão em cargos de chefia, mas que sabem influenciar”, afirma Casella. E é isso que deve estar na sua mira.


5. Você não deixa claro que joga no mesmo time

Da hora que você chega na empresa até a hora que você sai, a meta é reclamar de tudo. A atitude diante de novos desafios não é diferente: sempre uma cara feia para tudo que pode demandar um pouco mais de esforço. Com uma postura deste tipo, como você quer subir na empresa?

Dica A dica, segundo Fátima, é mostrar que você está jogando no mesmo time. “Deixe claro que seus valores são similares aos da companhia e que você está comprometido”, diz a especialista.

“Nem sempre o líder precisa ter habilidades técnicas relevantes. Mas, com certeza, precisa ter habilidades conceituais, de gestão e aderência com os valores da empresa”, afirma Casella.


6. Você não se vende

Agora, não adianta fazer tudo isso se, no dia-a-dia, você não mostra o que você está fazendo. Sem deixar claro quais são as suas habilidades e conquistas, como você será visto?

Dica “A galinha sempre que bota o ovo, cacareja. Não estou falando para cacarejar sem botar ovo”, brinca a especialista. “Se produziu, faça marketing disso. Não é uma visão de autopromoção boba, mas sim mostrar quem você é”.



7. Você não assume riscos

Você pode até ter todas as características essenciais para ser um bom líder, mas se morre de medo de se arriscar. E isso vale desde sugerir uma ideia durante uma reunião até apostar em ideias mais ousadas.

Dica “As regras existem ,você tem que seguir. Mas pode quebrá-las de vez em quando. Não é porque a regra dita para ir para a esquerda que você não pode tentar a direita”, afirma Dill. Evidentemente, desde que isso não esteja totalmente em desacordo com os valores da empresa. “Criar uma postura empreendedora é importante”, aconselha o especialista.


Fonte: http://www.exame.com.br



segunda-feira, 27 de agosto de 2012

5 toques para se sair bem mesmo quando o erro é grave


Cometeu uma falta grave e não sabe o que fazer? Especialistas dão dicas para encarar a situação da melhor forma possível

Camila Pati,  da EXAME


Antes e depois: mesmo bem intencionada a restauradora Cecília Giménez não fez um bom trabalho

São Paulo - A intenção parece ter sido a melhor possível, mas o resultado foi um desastre. Na cidade de Borja, província espanhola de Saragoça, Cecília Giménez, ao perceber que o quadro Ecce Homo - do pintor espanhol Elías García Martinez - estava maltratado pelo tempo, teve a brilhante ideia de restaurá-lo por conta própria.

As pinceladas da idosa de 80 anos, amadora na arte da restauração, acabaram por danificar a obra do século19. Apesar de especialistas ainda estudarem o caso, parece que o estrago não tem volta.

Toda pessoa é passível de cometer erros ao longo da vida e também da carreira profissional. Mesmo a mais nobre das finalidades não significa que a empreitada terá sucesso. Mas, qual a melhor maneira de agir quando a falha é grave? EXAME.com consultou dois especialistas para saber o que fazer quando o erro vem:



1. Reconheça o erro e assuma

A primeira ação, ao se deparar com o erro, é examinar as possibilidades de consertar a situação e evitar a falha, diz Gerson Correia, sócio da Talent Solution. “Mas, muitas vezes, isso não é mais possível”, diz.

Se não há solução, a etapa mais importante em uma situação delicada como essa: assuma. “É o melhor a se fazer”, diz o especialista. “Erros são feitos para serem cometidos e serem assumidos”, explica.

“Transparência gera confiança”, diz Alexandre Rangel, sócio da Alliance Coaching. Na opinião do especialista, a humildade de reconhecer o erro aumenta as chances de a falha ser mais bem recebida.

A maneira como o erro é apresentado pode fazer toda a diferença, diz Gerson. A dica é fugir de uma posição defensiva.

“Você tem razão, isso não poderia ter acontecido, mas aconteceu” ou “no seu lugar eu estaria ainda mais irritado”, são frases certeiras na hora de se explicar para o chefe ou um cliente. “Você desarma a pessoa, ela não tem mais com quem brigar”, diz Correia.


2. Pense nas implicações do erro


Analise a falha. Quais as decorrências do seu erro? “Nem sempre as pessoas estão estruturadas para fazer isso”, diz Rangel.O essencial é identificar quem será afetado pelo erro cometido. É a empresa? É o cliente? É um colega de trabalho? É o seu chefe? Ou é você mesmo?


3. Identifique soluções

Existem erros graves reversíveis e irreversíveis. O quadro “Ecce Homo” não deverá nunca ser recuperado. Falha irreversível, portanto, sem solução. “Diante de uma falha assim o caminho é assumir a responsabilidade e as consequências”, diz Rangel.

O especialista conta a história de um gerente de uma empresa que participaria de uma licitação de R$ 1 milhão. Mas, por falta de conferência, faltou um documento que a empresa tinha e que era requisito para a participação. A empresa acabou ficando de fora da concorrência por conta do erro do gerente. Ele assumiu a falha e encarou as consequências. Mas não teve jeito: foi demitido.

Mas quando se trata de um erro reversível, o caminho, diz Rangel, é assumir e tentar resolver a situação. “A dica é identificar as melhores soluções para serem sugeridas”. Apresentar um problema seguido de uma possível solução minimiza prejuízos e demonstra comprometimento com o trabalho.


4. Antecipe e previna os implicados

Essa dica é fundamental para você não ter que ouvir a seguinte frase: “Por que você não me avisou antes?”. “Grande parte dos aborrecimentos ocorrem porque a pessoa não antecipa quem será diretamente implicado pelo erro”, diz Rangel.

Não vai cumprir o prazo e precisa de mais tempo? Avise o quanto antes. “Dessa maneira quem for ser afetado pode tomar medidas alternativas”, explica Rangel.


5. Aja para resolver

Corra atrás do prejuízo. “É preciso ser proativo nessas horas”, diz Rangel. Com dedicação e afinco muitas vezes dá para minimizar danos e até resolver a situação.

Ok, você errou e assumiu a falha. Erga a cabeça e reverta a situação da melhor forma possível: trabalhando. “Se é um projeto ou uma apresentação que ainda não foi entregue e está com os cálculos errados, a pessoa pode trabalhar no fim de semana ou fazer horas extras durante a semana (sem cobrar por isso) e corrigir os erros”, sugere Correia.